Economia & Mercado
Publicado em 30/06/2026, às 15h35 - Atualizado às 16h01 Reprodução/Redes Sociais/Unsplash Antonio Dilson Neto
A Isover, tradicional marca pertencente ao Grupo Saint-Gobain, vai encerrar em definitivo a produção de lã de vidro em sua fábrica localizada em Santo Amaro, na zona Sul de São Paulo.
A decisão marca o fim das atividades industriais da planta, que passará por uma reestruturação para funcionar exclusivamente como centro de distribuição da companhia.
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A desativação atende aos termos de um acordo firmado entre a multinacional, o Ministério Público (MP) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Pelo cronograma oficial estabelecido, a fabricação do material será interrompida até o dia 4 de julho, enquanto o forno de fusão de vidro — coração da atividade fabril no local — tem desligamento obrigatório agendado para o dia 31 de julho.
A fábrica de Santo Amaro é responsável pela produção de lã de vidro em larga escala, insumo amplamente utilizado para isolamento térmico e acústico nos setores de construção civil, automotivo e obras de infraestrutura. O encerramento das atividades produtivas deve impactar diretamente mais de 100 trabalhadores internos da unidade.
Além do corte no quadro de funcionários próprios, a mudança deve gerar um efeito cascata em prestadores de serviços, transportadoras locais e fornecedores que dependiam do fluxo industrial da planta. A Saint-Gobain informou que utilizará o período de transição para aplicar medidas e tentar reduzir os impactos sociais da reestruturação sobre os colaboradores desligados.
Como parte do termo de ajustamento firmado com as autoridades paulistas, a companhia terá de cumprir uma série de obrigações ambientais rigorosas após o apagamento dos fornos. O plano pós-fechamento inclui o monitoramento e análise de possíveis áreas contaminadas no terreno; processamento de subprodutos industriais acumulados; e descarte adequado de materiais químicos e maquinários da unidade.
Apesar do encerramento da produção fabril na capital paulista, o Grupo Saint-Gobain — que está presente em 39 países e emprega mais de 12 mil pessoas no Brasil — garantiu que manterá suas operações no país através de outras fábricas.
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