Economia & Mercado
Publicado em 16/07/2026, às 13h41 Bernardo Rego / BNews Cauan Borges e Bernardo Rego
O vice-presidente da montadora BYD, Alexandre Baldy, comentou as denúncias de assédio envolvendo a fábrica e também respondeu às reivindicações de empresas e motoristas cegonheiros sobre os valores pagos pelos fretes, durante evento que marcou a produção do veículo eletrificado de número 100 mil da BYD no Brasil, realizado nesta quinta-feira (16), em Camaçari.
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Ao ser questionado sobre as acusações de assédio moral e sexual dentro da instituição, Baldy afirmou que a empresa adota uma política de tolerância zero para qualquer tipo de desrespeito aos colaboradores e garantiu que todas as denúncias serão apuradas. Na última quarta-feira (15), o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou uma investigação para apurar as denuncias.
Nós não aceitamos, é inaceitável qualquer tipo de suposta colocação sobre qualquer tipo de assédio moral, assédio sexual, qualquer tipo de desrespeito ao ser humano. Sempre reiteramos essa nossa posição. Todos os casos que possam ser ventilados serão investigados, serão averiguados. Caso eventualmente sejam confirmados, as pessoas serão punidas com o desligamento. Então, nós não aceitamos nenhum desrespeito às pessoas, aos seres humanos, sejam homens, sejam mulheres, aqui na nossa fábrica", afirmou o executivo.
Baldy também foi questionado sobre as reclamações dos cegonheiros, responsáveis pelo transporte dos veículos da montadora, que recentemente realizaram manifestações reivindicando reajustes nos valores dos fretes.
Segundo o vice-presidente da BYD, a empresa mantém diálogo permanente com a categoria, mas ressaltou que a definição dos contratos passa pela necessidade de garantir competitividade em toda a cadeia produtiva.
O diálogo é constante. Agora, o que ocorre é uma listação de preços para que todos sejam competitivos. Cada vez mais o mercado precisa de competitividade. O consumidor brasileiro clama por um preço mais justo e mais acessível. Então, quando nós falamos em competição, nós precisamos cada vez mais investir em desenvolvimento de tecnologia para poder ter um produto mais acessível. Assim como todos os nossos fornecedores precisam também desenvolver cada vez mais tecnologia, cada vez mais formas para serem mais competitivos",completou Baldy.
Apenas nove meses após a inauguração da primeira etapa do complexo industrial, em outubro de 2025, a fabricante alcançou a marca de 100 mil veículos eletrificados produzidos no Brasil e chegou a 5,5 mil colaboradores diretos atuando na unidade baiana.
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