Educação

Ensino Técnico é apontado como solução para crise no mundo

Números mostram Brasil em atraso  |  Divulgação

Publicado em 15/12/2017, às 09h22   Divulgação   Redação BNews

Em alguns países, o ensino técnico e profissionalizante atinge mais da metade dos alunos do ensino médio. Segundo o Banco Mundial, 76% dos alunos na Áustria frequentam esses cursos. Na Alemanha, 51,5 %. No Brasil, esse índice é de apenas 7,8%. Em 2011, o Governo Federal criou o Pronatec (Programa nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) mas, com a crise econômica, o programa perdeu fôlego. Em 2014, eram 880 mil vagas e em 2016, o número de vagas caiu para 372 mil.

E diante do cenário de crise mundial e na contramão da história, Cingapura aparece se destacando quando o assunto é ensino técnico. O sucesso do ensino técnico por lá é tanto, que o governo da cidade asiática está exportando seu modelo de educação continuada e ensino técnico – uma espécie de Pronatec Global. Os cursos são alinhados de acordo com as necessidades da indústria, e todos os professores tem direito a cem horas de desenvolvimento profissional, por ano. Depois de criar três escolas técnicas, com porte de universidades para 40 mil alunos, o modelo já começou a ser exportado pelo mundo. No ano que vem, será inaugurado um Instituto de Ensino Superior Técnico no Panamá, com base no de Cingapura.

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“O ensino técnico sempre foi visto como uma oportunidade de colocação rápida no mercado de trabalho, pela duração mais curta dos cursos e também perfil mais prático do aprendizado. A crise terminou prejudicando um pouco, mas essa mesma crise foi usada como elemento de incentivo para iniciativas como esta, de Cingapura. Isso só serve para mostrar o quanto precisamos valorizar o ensino técnico e fazer com que, através dele, a gente consiga reaquecer a nossa economia”, conta Anderson Braga, mantenedor do CETTPS, instituição de referência no ensino técnico que funciona há mais de uma década em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

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