Educação
Publicado em 12/11/2024, às 07h25 - Atualizado às 08h00 Reprodução/SESI Cadastrado por Maurício Viana
Um possível caso de violência psicológica cometido por um orientador educacional na Escola SESI Djalma Pessoa, em Piatã, Salvador, foi denunciado pela mãe de um estudante.
O BNEWS teve acesso ao relato da mãe de um aluno, diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH), onde consta que o filho foi tratado com grosseria pelo orientador, que o teria responsabilizado pelas dificuldades escolares enfrentadas pelo jovem.
Segundo o relato da mãe, o jovem, que ingressou no 1º ano do Ensino Médio em 2022, aos 19 anos, precisava de acompanhamento especial devido à sua condição. No entanto, ela afirma que o orientador da escola o tratava de forma hostil e atribuía ao filho a responsabilidade pelo baixo desempenho acadêmico, o que gerou preocupação na família.
No ano seguinte, o aluno permaneceu na instituição, mas a situação piorou, segundo a mãe do jovem. Antes, ele realizava provas em uma sala especial, com adaptações para o TDAH. No entanto, após a saída do psicólogo que o acompanhava, a escola teria solicitado que ele passasse a fazer as avaliações nas condições comuns. A mudança, segundo a família, gerou desmotivação e resultou em frequentes faltas às aulas.
Diante da resistência do orientador em oferecer alternativas ao aluno, a família decidiu transferi-lo de escola, declarando que “a instituição não sabe tratar alunos com TDAH.”
Ainda segundo a mãe do jovem, ao solicitar a transferência, a filha dela encontrou a mãe de outro aluno, que também estava encerrando o vínculo com a instituição devido a motivos semelhantes, incluindo perseguição e violência psicológica.
Atualmente, o profissional foi transferido para a função de bibliotecário, com atividades restritas ao setor administrativo e sem contato direto com os alunos.
Posicionamento do SESI
Em resposta ao BNEWS, o SESI Bahia informou que não há registros formais sobre as denúncias de violência psicológica e afirmou que qualquer caso recebido pela direção é analisado para eventuais medidas corretivas.
Leia a íntegra da nota:
"O SESI Bahia não identificou nenhum registro formal de queixa por prática de violência psicológica contra estudantes envolvendo qualquer dos seus funcionários.
É importante ressaltar que todo e qualquer caso que chegue ao conhecimento da direção da escola recebe tratamento, para adoção de medidas corretivas, se necessário.
Diante da inexistência de registro formal de ocorrência, fica o episódio carente de materialidade para que o SESI possa se manifestar com maior assertividade. Mesmo não tendo recebido nenhuma notificação formal - por parte de estudantes e/ou de seus responsáveis -, envolvendo profissionais da rede, a instituição se coloca à disposição das famílias que porventura tenha se sentido afetadas para que, por meio do diálogo, tudo seja esclarecido.
O SESI Bahia tem o propósito de educar, seguindo os valores de formação cidadã plena em condições de liberdade, solidariedade, dignidade, respeitando e valorizando as diferenças. Repudia incondicionalmente qualquer ato de desrespeito à pessoa e está integralmente comprometido com os valores estabelecidos no Código de Conduta Ética da entidade, que coíbe toda e qualquer prática de desrespeito ao indivíduo".