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Educação

MEC anuncia prorrogação das bolsas de pesquisas após incêndio da UFPE afetar cerca de 200 dissertações

As chamas atingiram um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na última quarta-feira (7) e o prejuízo estimado é de cerca de R$ 100 milhões  |  Bruna Araújo/MEC

Publicado em 09/10/2026, às 15h52   Bruna Araújo/MEC   Sophia Souza

O Ministério da Educação (MEC) informou que irá estender as bolsas dos pesquisadores que tiveram os trabalhos afetados após o incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo a reitoria da universidade, o ocorrido afetou cerca de 200 dissertações e teses de mestrado e doutorado. 

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As chamas atingiram o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que reunia pesquisas da área de saúde e informática, na noite da última quarta-feira (7). O prejuízo estimado é de cerca de R$ 100 milhões, com perda de 20 anos de estudos científicos. 

O edifício tinha três pisos e abrigava um centro de pesquisa nas áreas de educação física, biologia e biomedicina. Entre os temas pesquisados no local estavam câncer, Covid-19, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

A UFPE está realizando o levantamento da situação e dos danos causados. O reitor da universidade, Alfredo Gomes, estimou que o dano é de cerca de R$ 100 milhões.

As ações do Ministério da Educação

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, esteve no campus da UFPE e afirmou que irá realizar “tudo que for necessário para que os prejuízos sejam os mínimos possíveis”, principalmente no andamento das pesquisas e bem-estar dos estudantes.

O órgão anunciou que irá construir um novo prédio no local que terá 7 mil metros quadrados, mais que o dobro da área da antiga estrutura, para receber os laboratórios atingidos. 

Com o valor estimado de R$ 28 milhões, a construção deve ter início após a conclusão da perícia e das investigações sobre o incêndio

O MEC também afirmou que realizará a recomposição dos equipamentos dos laboratórios atingidos, em articulação com outros ministérios que mantinham pesquisas e atividades no espaço. 

A investigação continua

A investigação sobre as causas do incêndio é realizada pela Polícia Federal (PF), que já instaurou um inquérito sobre o caso. 

As equipes realizaram um primeiro levantamento no local com o uso de equipamentos, como robô e drone, uma vez que as condições estruturais do prédio ainda não permitem a entrada dos peritos. 

Segundo a PF, o Instituto Nacional de Criminalística foi acionado para auxiliar na perícia. Até o momento, ainda não há conclusão sobre a origem do fogo.

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