Eleições
Publicado em 02/10/2016, às 17h19 Eliezer Santos
Por volta das 15h30, a contadora Martha da Costa Ribeiro, 28 anos, chegou ao seu costumeiro local de votação no Colégio Estadual Professora Angelita Moreno [zona 10, seção 633], no Imbuí, assinou a ficha de registro eleitoral, mas não pode ir à urna. Mais cedo outra pessoa já havia votado sob o número do seu título.
Contrariada, Martha foi informada pelo juiz eleitoral responsável pelos colégios do bairro que problema pode ter sido causado por “erro de digitação” do mesário.
“Me sinto lesada como cidadã por não terem permitido escolher meu representante. Já tinha meu candidato há muito tempo e estava muito confiante, espero que ele ganhe, mesmo sem a minha participação”, lamentou.
Em conversa com o Bocão News, Martha disse que deixou para votar à tarde porque esperava encontrar o espaço “mais tranquilo”.
Na próxima terça-feira (4), Martha fará denúncia formal na sede do TRE-BA sobre o ocorrido, porém descartou cobrar algum tipo de indenização por ter tido o direito cívico cerceado. “Nenhuma indenização vai me trazer o direito que foi tirado. A única coisa que queria mesmo era votar”, acrescentou.
A denúncia foi encaminhada à assessoria de comunicação do TRE, que prometeu enviar nota sobre a situação.