Eleições
Publicado em 10/10/2018, às 21h00 Vagner Souza/BNews Tamirys Machado e Alexandre Santos
O senador eleito Jaques Wagner (PT), um dos articuladores políticos de Fernando Haddad no 2º turno da corrida presidencial, defende que, caso o aliado seja eleito, o Ministério da Fazenda não seja ocupado por um nome do mercado financeiro.
Em entrevista na tarde desta terça (10), em Salvador, o ex-ministro afirmou que, em um eventual governo petista, a escolha será por um quadro desenvolvimentista, que trará ao país “os anos de ouro" — em menção à era do ex-presidente Lula.
O posicionamento de Wagner endossa declaração feita mais cedo por Haddad, de que "não colocará 'um banqueiro’ no Ministério da Fazenda", referindo-se ao economista Paulo Guedes, guru econômico do seu adversário Jair Bolsonaro (PSL).
“Não posso chegar aqui fora e dizer que eu acho que o ministro da Fazenda é assim ou assado, porque aí estou entrando na seara que é dele. Eu concordo com a opinião dele de que seguramente não será alguém vindo do mercado financeiro. Pode ser alguém que venha da indústria. Pode ser alguém que tenha o pensamento desenvolvimentista. Precisamos voltar aos anos de ouro”, avaliou Wagner.
Questionado se o candidato derrotado Ciro Gomes teria chances de assumir a pasta, ele afirmou não cogitar tal possibilidade, apesar de o pedetista já ter sinalizado apoio à candidatura de Haddad.