Emprego

Merendeira agredida por PM é demitida e estudantes protestam

Sindicato que representa a categoria cobra a permanência da trabalhadora  |  

Publicado em 23/11/2013, às 08h40      Marivaldo Filho (Twitter: @marivaldofilho)

A merendeira Célia das Neves, agredida por um policial militar durante protesto das escolas estaduais Luis Viana e Manuel Vitorino, por causa dos salários atrasados da categoria nas duas unidades de ensino, além de passar pelo constrangimento da agressão, foi desligada do Colégio Manuel Vitorino. O comunicado foi feito pela vice-diretora da instituição, Adelice Borges. A Empresa Líder, que presta serviços à Secretaria Estadual da Saúde, está sendo substituída por atrasar recorrentemente o salário dos trabalhadores.

Em entrevista ao Bocão News, a funcionária, emocionada, contou como foi o episódio em que foi agredida por um policial militar.

 “Estamos na manifestação, quando minha filha, que estava protestando pacificamente, recebeu spray de pimenta nos olhos e caiu desmaiada. Fui perguntar o porquê de fazerem isso, e o policial me pegou pelo pescoço. Só pensava em minha filha, fiquei preocupada com ela. Já tinham me prometido que eu ficaria fixa na escola, independente da mudança da empresa. Agora, depois do que aconteceu, disseram que eu não vou ficar”, declarou Célia das Neves.

A entidade que representa a categoria, o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp-BA), já procurou a Secretaria Estadual de Educação para garantir a permanência da trabalhadora. Os diretos do sindicato já também recorreram ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro, para que o PM que agrediu seja devidamente identificado e punido.



Na manhã desta sexta-feira (22), o Sindilimp e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), estudantes, professores e merendeiras fizeram manifestação para reivindicar a permanência de Cássia Neves e o pagamento de três meses de salários, vales transportes e vales alimentação referentes aos meses de setembro a novembro, além da parcela do 13º salário. A promessa é de que até o dia 10 de dezembro tudo será pago.

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A justificativa da empresa Líder é que Célia não pertencia ao quadro de funcionários e estava apenas substituindo um outro funcionário. Coincidentemente ou não, a dispensa veio logo após o protesto da merendeira que acabou em confusão.

Nota originalmente postada às 15h do dia 22


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