Entretenimento
Publicado em 08/04/2020, às 17h46 Divulgação Henrique Brinco
O SBT decidiu suspender o apresentador Marcão do Povo após ele defender no "Primeiro Impacto" a criação de "campos de concentração" para colocar pacientes infectados com o novo coronavírus. A fala repercutiu negativamente ao longo desta quarta-fera (8).
"Gostaríamos de esclarecer ao público, às autoridades, àqueles que estão na linha de frente ao combate incessante da pandemia e, em especial, às pessoas vitimadas, que de forma alguma a opinião expressada pelo apresentador reflete o pensamento, a atitude e o respeito que a emissora tem pelo momento atual. Temos total consciência da relevância do assunto e temos, a todo momento, nos preocupado em informar e esclarecer de forma isenta e imparcial os acontecimentos e as providências que as autoridades e todos brasileiros estão adotando para vencermos essa enorme crise de saúde já presente, e a econômica que se avizinha", declarou a emissora, em comunicado.
"Desta forma, sinceramente lamentamos que o apresentador tenha usado nossa plataforma de modo que contraria tão profundamente os nossos princípios. A todos que de alguma forma possam ter se ofendido ou mesmo se indignado com as opiniões pessoais do apresentador, nossas mais sinceras desculpas. Nossos profissionais de Jornalismo seguirão na dura missão de bem informar, sempre preocupados com o bem estar de todos os brasileiros. O apresentador foi suspenso de suas funções", completou.
Entenda o caso
Marcão do Povo, aproveitou seu espaço no canal de Silvio Santos para sugerir a criação de um "campo de concentração" para isolar os casos confirmados de pessoas infectadas com o novo coronavírus.
“Não seria interessante pegar, por exemplo, montar um campo de concentração, com equipamentos sofisticados, com os melhores profissionais e colocar essas pessoas com problemas e sintomas… E acaba também de ter que espalhar dinheiro pros estados. Esse negócio de vários governadores que nem sequer um caso foi comprovado e o estado decretou calamidade. O estado tem necessidade de decretar calamidade? Não tem!”, afirmou.
“O senhor [Jair Bolsonaro] é o presidente da República, dá um decreto, põe o exército nas ruas, e aí o governador que descumprir… cana. Monta um campo, um local adequado e trata as pessoas lá. Os comércios abre e funcionam tudo normalmente, para não ter esse negócio de espalhar dinheiro e todo mundo estar vivendo desse jeito”, continuou.
Implementados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, campos de concentração eram prisões em que os prisioneiros, em sua maioria judeus, eram submetidos a trabalhos forçados, torturas e maus tratos, e na maioria dos casos eram assassinados.