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Ex-Polegar fratura coluna e diz sofrer ameaças de morte após ir à motociata de Bolsonaro

Alan foi internado no sábado (12) no Hospital Albert Einstein e recebeu alta na noite de segunda-feira (14)   |  Reprodução / Instagram

Publicado em 16/06/2021, às 07h37   Reprodução / Instagram   Folhapress

O médico oftamologista e ex-Polegar Alan Frank, 48, terá que usar um colete para se recuperar das fraturas que sofreu na coluna em acidente durante motociata a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no último fim de semana, em São Paulo. Tenente reformado da Aeronáutica, ele diz sofrer ataques de ódio, inclusive com ameaças de morte.

Alan foi internado no sábado (12) no Hospital Albert Einstein e recebeu alta na noite de segunda-feira (14). Ele ficará de três a quatro semanas em repouso em casa e usando um colete com ferro nas costas para ficar sempre com a coluna ereta. “O colete é desconfortável, acaba comprimindo o abdômen e eu tiro apenas para tirar banho”, afirmou o ex-Polegar.

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Alan explicou que durante a manifestação o condutor de uma moto a sua frente tentava manter o equilíbrio. Ele reduziu a velocidade para evitar o acidente, mas a moto caiu e acabou o atingindo. Quando o ex-Polegar estava se levantando, acabou sendo atropelado pelo motociclista que vinha atrás.

O médico diz que deveria ter ficado deitado no chão após o acidente, mas não pensou que tivesse sofrido alguma fratura. Ele ficou muito preocupado com os rins porque ficou muito roxo na região. “É uma fratura semelhante àquela que o Neymar sofreu quando levou a joelhada nas costas. O tratamento não é cirúrgico" explicou.

Alan lembrou que é uma ironia retornar ao mesmo hospital onde ficou internado há quase um ano, quando teve Covid-19 e chegou a ser intubado. Ele também lamentou os ataques que vem sofrendo de haters nas redes sociais dizendo: “pena que não morreu” e “deveria ficar paraplégico”.

Para o médico, os haters são pessoas que destilam ódio e intolerância contra as pessoas . “Você tem que ter amor e respeito por todos, independentemente do gênero sexual, ideologia política. Eu não estava fazendo campanha para ninguém e você tem o direito de gostar do candidato A e B. Eu jamais desejaria a morte de ninguém”.

O ex-Polegar disse que participou da motociata a convite de um dos seus melhores amigos e padrinho dos seus dois casamentos, o deputado federal Celso Russomano (Republicanos). Antes do ato, Alan, que é tenente reformado da Aeronáutica, foi apresentado pelo amigo ao presidente no Campo de Marte e convidado para tomar café da manhã.

​Na saída, ele e o deputado se esqueceram de pegar o adesivo para colocar no capacete para ficar próximo à comitiva do presidente. Na motociata, ele e Russomano acabaram se perdendo um do outro. “Na hora que cai já estava procurando um retorno para voltar para casa. O Celso [Russomano] já tinha ido embora”.

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