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Academia divide opiniões após proibição inusitada na Coreia do Sul; veja o que não pode

Para alguns, a proibição foi uma medida preconceituosa do proprietário da academia, mas alguns saem em defesa do empresário e concordam com ele  |  Danielle Cerullo na Unsplash

Publicado em 18/06/2024, às 00h46   Danielle Cerullo na Unsplash   Cadastrada por Letícia Rastelly

Uma equipe de reportagem da BBC foi atrás do proprietário de uma academia localizada na cidade de Incheon, perto de Seul, capital da Coreia do Sul, depois do espaço ficar conhecido por praticar etarismo. Acontece que o dono do local colocou placas afirmando que era proibida a entrada de “ajummas" e que "somente mulheres cultas e elegantes são permitidas".

De acordo com a publicação, "Ajumma" é um termo genérico para mulheres que possuem mais de 30 anos, além de ser um adjetivo de pejorativo que indica comportamentos rudes ou desagradáveis. Isso faria sentido ao discurso de defesa do proprietário dado a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

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"Algumas clientes mais velhas passavam uma ou duas horas no vestiário para lavar a roupa, roubavam itens como toalhas, sabonetes ou secadores de cabelo", alegou o empresário, que não teve o nome revelado.

Ainda segundo ele, as mulheres, que agora estão proibidas de frequentar a academia, sentavam-se em fila, para tecer comentários sobre o corpo de outras alunas mais jovens, fazendo com elas ficassem desconfortáveis e acabassem desistindo de malhar.

Vale destacar que empresas sul-coreanas já têm sido criticadas por proibir a presença de crianças ou idosos em alguns locais públicos, o que tem sido visto como intolerância a grupos etários específicos. Isso, naturalmente, dividiu a internet, entre aqueles que apoiam a medida do empresário, enquanto aqueles que vêm etarismo nessa decisão.

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