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Adriane Galisteu expõe drama familiar e dependência química do irmão: “Minha mãe buscava drogas para ele”

Apresentadora comentou sobre a morte do pai alcoólatra e as dificuldades vividas pela mãe e o irmão  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 09/11/2025, às 12h49   Reprodução/Redes Sociais   Edgar Luz

Adriane Galisteu emocionou o público ao relembrar momentos dolorosos de sua infância e juventude no documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu”, lançado no dia 6 de novembro na HBO Max. Filha de um pai alcoólatra, a apresentadora contou como a morte dele impactou sua família e levou o irmão, Alberto Filho, à dependência química.

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Segundo Galisteu, o pai, Alberto, começou a beber após sofrer um grande prejuízo financeiro com um sócio na gráfica em que trabalhava:

“A bebida deixou de ser social e se tornou real. Eu sempre mantive meus dois pés no chão, isso graças à minha mãe, que sempre foi muito dura, teve uma vida muito difícil. Hoje eu peço perdão pra ela porque imagino o que ela suportou. Minha mãe nunca conseguiu dividir a dor dela com ninguém, nem comigo”, contou.

Adriane tinha 15 anos quando o pai morreu, e foi nesse período que o irmão começou a enfrentar o vício. Ele faleceu em 1996, aos 28 anos, vítima de pneumonia decorrente da Aids.

“Minha mãe não percebeu. O foco dela estava muito no meu pai, cuidando de pepinos, a gente sem dinheiro... A casa foi virando um caos, porque a minha mãe preferia que meu irmão usasse drogas aqui do que ele ser preso, se arriscar. Meu irmão era um cara doce e começou a ficar agressivo. Então ela começou até a buscar drogas para ele, quem ia era ela”, revelou.

A apresentadora contou ainda que, diante do caos familiar, buscava refúgio fora de casa: “Eu fui saindo, eu me enfiava na casa de amigo, de namorado, de peguete. Eu só não queria ficar em casa”.

Galisteu também refletiu sobre a forma como o sofrimento moldou sua relação com o dinheiro. “Eu achava que o dinheiro iria resolver todos os problemas. Que todos os problemas da casa tinham a ver com falta de dinheiro. Então eu foquei na grana. Foquei na grana de um jeito tão focado que eu passava como um rolo compressor em cima de sentimentos, de pessoas. Eu ia atrás do dinheiro e fiquei muito tempo assim”, afirmou.

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