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Antes de ser preso em operação da PF, influenciador anunciou rifa de apartamento por R$ 0,19: 'Mudança de vida'

Operação da PF prendeu MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o dono da página Choquei  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 16/04/2026, às 08h10   Reprodução/Redes Sociais   Redação BNews

O influenciador Chrys Dias, que acumula mais de 14 milhões de seguidores nas redes sociais, foi um dos alvos da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que também prendeu MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Antes de ser detido em Itupeva, no interior de São Paulo, o criador de conteúdo chegou a divulgar uma rifa no valor de R$ 0,19, prometendo como prêmio principal um apartamento ou R$ 200 mil em dinheiro.

Segundo a PF, a organização criminosa, que teria MC Ryan SP como um dos líderes, movimentou cerca de R$ 260 bilhões. A principal suspeita é de que sorteios ilegais promovidos nas redes sociais estariam sendo utilizados como mecanismo para lavagem de dinheiro.

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Em suas últimas publicações antes da prisão, Chrys Dias incentiva os seguidores a comprar cotas da rifa para "mudar de vida". Além do prêmio principal, ele também anunciava a oferta de três carros, que poderiam ser conquistados por meio de uma espécie de "raspadinha online" disponibilizada aos compradores.

"Preparei sua próxima mudança de vida, já separa aí, dezenove 'centavinhos'", dizia o influenciador aos seguidores.

Vida de luxo

Além de Chrys, a esposa dele, Débora Paixão, também foi presa durante a operação. Nas redes sociais, o casal ostentava uma rotina de alto padrão, com registros frequentes da mansão onde viviam, em Itupeva, além de viagens e bens de luxo.

Em uma publicação recente, os dois comemoraram o fato de estarem entre os perfis mais influentes do país, destacando mais de um milhão de interações em apenas uma semana.

Operação

A Polícia Federal apontou que MC Ryan SP é o líder da organização criminosa que movimentou cerca de R$ 260 bilhões. Segundo as investigações, o funkeiro seria o principal beneficiário econômico da estruruta e teria usado empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Ryan teria usado mecanismos de blindagem patrimonial ao transferir participações societárias para familiares e laranjas, visando distanciar o capital da pessoa física do cantor.

Ainda conforme as investigações, os valores, depois de serem processados pelas operadoras, eram convertidos em imóveis e carros de luxo, além de joias e outros ativos do valor.

Um dos citados na operação é Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, que, segundo a PF, teria recebido valores para divulgar conteúdos de artistas e promover plataformas de apostas e rifas.

A PF investiga ainda uma possível conexão do esquema de lavagem de dinheiro com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao todo, mais de 200 agentes participaram da operação, que cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos e estão sendo cumpridas em unidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e outras medidas para interromper o fluxo financeiro investigado. Durante as ações, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem reforçar o inquérito.

Classificação Indicativa: Livre


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