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Publicado em 22/10/2026, às 12h10 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
A prisão no Egito deixou marcas em Malévola Alves. Após conseguir a liberdade, a influenciadora reapareceu nas redes sociais aos prantos e fez um desabafo sobre o período em que ficou detida em Alexandria. Em meio à repercussão do caso, ela afirmou ter sido humilhada e revelou que não consegue parar de chorar desde que chegou ao Marrocos, durante o trajeto de volta ao Brasil.
“Eu fui muito humilhada, muito humilhada, muito humilhada, gente. Eu não paro de chorar desde a hora que eu cheguei aqui no Marrocos”, declarou em um vídeo publicado nas redes sociais.
Gente, a Ma não tá com celular porque não devolveram pra ela ainda, mas ela pediu pra postar esse vídeo pra tranquilizar vocês. Ela teve a liberdade e estamos voltando para o Brasil. ❤️🩹 https://t.co/CrMG37lnbw
— Malévola (@maleficaalves) October 22, 2026
Malévola e a amiga Bruna Mercatelli foram liberadas na quarta-feira (21), após o pagamento de uma fiança de aproximadamente R$ 10 mil. As duas devem desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, nesta quinta-feira (22), por volta das 22h, segundo informações compartilhadas por pessoas próximas à influenciadora.
A brasileira ainda não recuperou o celular. Uma amiga explicou que o aparelho não foi devolvido após a soltura e que a própria Malévola pediu a publicação do vídeo para tranquilizar os seguidores.
Bruna Mercatelli também se manifestou sobre a experiência vivida no Egito e descreveu situações que classificou como momentos de terror. Segundo ela, cerca de 20 policiais abordaram a van em que as duas estavam depois de um passeio e as levaram para a delegacia.
A influenciadora relatou que permaneceu em um espaço com assentos de metal, sem conseguir descansar tranquilamente, enquanto observava a movimentação dos agentes. Ela também afirmou que não recebeu comida nem água e que teve medo durante o período em que esteve sob custódia.
“Eu não consegui fazer xixi no banheiro, não deram comida pra gente, não deram água. Foi uma situação vexatória tão grande, gente”, contou Bruna.
Ainda segundo o relato, os policiais teriam assistido aos vídeos publicados pelas brasileiras, dado risadas e tirado fotos delas. Bruna afirmou que permaneceu com medo durante a detenção e também enquanto aguardava o momento de embarcar de volta ao Brasil.
As duas continuam sem os celulares. De acordo com Bruna, elas receberam a informação de que os aparelhos estariam com a embaixada brasileira, mas disse não saber se isso era verdade.
Malévola e Bruna foram detidas na terça-feira (20), em Alexandria, após a circulação de vídeos em que aparecem dançando e fazendo gestos em locais públicos. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o conteúdo foi considerado obsceno pelas autoridades locais.
Brezilyalı Influencer Malévola Alves, Mısır'daki ziyareti sırasında tartışmalı video görüntülerinin yayılması üzerine İskenderiye'de gözaltına alındı. https://t.co/vZ4T5MiBsH
— Ne Oldu (@neoldu) October 21, 2026
As brasileiras passaram aproximadamente 24 horas detidas e foram acusadas de atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes. A prisão também foi descrita em publicações como relacionada à acusação de “exibição pornográfica”.
Na ocasião, Malévola contou que a van em que estava foi parada pelas autoridades e que seu passaporte havia sido retido. Ela também afirmou que os agentes questionaram se as duas eram mulheres trans.
Após o pagamento da fiança, as influenciadoras foram liberadas e iniciaram o retorno ao Brasil. Até a publicação dos relatos, ambas continuavam sem os celulares, e Malévola ainda não havia detalhado publicamente todos os episódios que afirma ter vivido durante a detenção.