Entretenimento
Publicado em 26/06/2025, às 12h04 - Atualizado às 12h09 Divulgação | Tiago Di Araújo
Teve uma época, nem tão distante, que os chamados aplicativos de namoro se tornaram uma verdadeira febre para quem buscava um amor. As ferramentas, que têm objetivo de facilitar a vida de quem procura um "par perfeito", atraíram rapidamente milhões de usuários, mas a realidade atual é bem diferente.
O setor trava uma batalha para manter os usuários engajados e ativos nos aplicativos, e, assim, evitar maiores prejuídos. Isso porque os primeiros impactos já ocorreram no ano passado, quando a Bumble anunciou um corte de 30% da equipe, o que voltou a acontecer.
Nesta quarta-feira (25), a mesma plataforma voltou a anunciar mais uma onda de demissões, no mesmo percentual, que afetará 240 postos de trabalho. No mês passado, a rival Match, dona do Tinder, também anunciou uma redução de 13% na força de trabalho.
Alta no valor de mercado apesar da crise
Mesmo com os números de usuários despencando, o que tem motivado corte nos postos de trabalho, as ações da Bumble subiram 22%. A empresa elevou nesta quarta-feira sua previsão de receita para o segundo trimestre para uma faixa de US$ 244 milhões a US$ 249 milhões, comparada com a meta anterior de US$ 235 milhões a US$ 243 milhões.
Por outro lado, o valor de mercado da empresa despencou. Comparado aos US$ 15 bilhões quando se tornou pública em 2021, dados da LSEG apontam que atualmente o valor está em pouco mais de US$ 500 milhões. Em busca de recuperação, a fundadora Whitney Wolfe Herd reassumiu o cargo de presidente-executiva da empresa.