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Publicado em 11/04/2026, às 12h23 Reprodução/Globo Edgar Luz
A atriz Karol Lannes, de 25 anos, abriu o jogo sobre sua experiência em ‘Avenida Brasil’ e relembrou tanto o clima nos bastidores quanto situações delicadas que enfrentou fora das gravações. Na trama de João Emanuel Carneiro, ela interpretou Ágata, filha de Carminha e Tufão.
Ao falar sobre o período no set, a atriz destacou o ambiente acolhedor entre o elenco. “Eu era a mascote do set; todo mundo me acolhia e me tratava muito bem”, contou em entrevista ao jornal O Globo.
Segundo ela, Marcos Caruso tinha proximidade com sua família e chegou a indicar um curso de teatro, enquanto Adriana Esteves mantinha uma postura protetora:
“A Adriana cuidava de mim fora das cenas como se fosse uma mãe. Era uma família mesmo; fizeram até festa de aniversário surpresa para mim”, recordou.
Karol também ressaltou que, apesar das cenas pesadas vividas por sua personagem, havia um cuidado nos bastidores para separar ficção da realidade. “Eu sabia desde o começo que o peso da personagem seria uma questão para a mãe dela na trama, mas isso nunca me impactou negativamente na vida real”, declarou.
Ela ainda completou: “A Adriana conversava comigo antes e depois das cenas, dizia que me achava linda e que aquilo era só ficção. Quando a gravação acabava, ela me abraçava”.
Bullying na escola
Fora das câmeras, no entanto, a realidade foi diferente. A atriz revelou que enfrentou episódios de bullying na escola por conta dos apelidos usados pela vilã Carminha na novela:
“Mas eu sofria mais bullying fora, na escola. A galera usava os apelidos que a Carminha me dava para me zoar. Mas, graças a Deus, sempre tive acompanhamento psicológico e meus pais foram muito presentes”, contou.
Mesmo diante das situações, Karol afirma que lidava com maturidade. “Eu pensava: ‘Vocês estão me zoando, mas eu estou fazendo uma novela das nove nacionalmente conhecida’. Sempre fui muito bem resolvida com isso”, afirmou.
Ela também relembrou o impacto da exposição na época em que estava em alta. “Quando eu estava em alta, começaram a desenterrar tudo da minha vida. Descobriram que meus pais eram gays, que minha mãe tinha morrido. No começo, foi difícil, porque expuseram meus pais e algumas pessoas no trabalho deles nem sabiam. Isso gera uma comoção nas pessoas à sua volta também”, finalizou.
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