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Publicado em 04/09/2026, às 12h39 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
O time de grandes talentos da TV Globo acaba de ganhar um reforço de peso. A atriz veterana Nina de Pádua está oficialmente de volta à emissora carioca após um hiato de exatos 21 anos longe das produções do canal — seu último folhetim na casa havia sido Alma Gêmea, exibido em 2005.
A revelação do retorno veio acompanhada de um clima de celebração nos bastidores dos Estúdios Globo. Durante um intervalo de gravação acompanhado de perto pelo portal Notícias da TV, a artista de 70 anos não escondeu o entusiasmo ao ser escalada de última hora para dar vida a uma juíza que terá a missão de julgar um caso de assédio sexual na trama das nove, Quem Ama Cuida.
"É uma alegria enorme, uma surpresa, estou muito feliz de poder ferrar o Ademir (risos). Ainda mais que eu era tenista, então, tenho dupla vontade hoje de acabar com a raça dele", brincou a famosa em conversa com o Notícias da TV, referindo-se ao personagem interpretado por Dan Stulbach.
A artista revelou ter recebido o chamado da produção de maneira repentina no início da semana e se declarou fã assumida das produções da casa. "Fico com ódio de futebol porque diminui o capítulo (risos). Foi uma alegria extraordinária, estou aqui radiante de poder fazer essa participação em um papel bem bacana", festejou Nina, que disse ter buscado inspiração na ex-ministra do STF Rosa Weber para compor sua magistrada na ficção.
Após seu desligamento da Vênus Platinada nos anos 2000, a atriz construiu uma trajetória marcante na Record, onde permaneceu por quase uma década e atuou em produções de sucesso como Chamas da Vida (2008), Balacobaco (2012) e Os Dez Mandamentos (2016). Dedicada aos palcos nos últimos anos, ela deixou claro que não descarta uma volta definitiva às novelas da Globo.
Ao analisar o atual momento da televisão, Nina aproveitou para fazer um alerta contundente sobre a importância de valorizar artistas que construíram a história do audiovisual brasileiro.
"A gente se forma vendo esses atores trabalhando. Quando você tem cinco anos, já sabe quem é bom e quem não é. Porque tem verdade naquele que é bom. É empobrecedor para os trabalhos que não acolhem os veteranos", concluiu a veterana ao Notícias da TV.