Entretenimento
Publicado em 20/10/2026, às 09h15 Reprodução / TV Globo Tiago Di Araújo
A dívida judicial de Belo ganhou um novo capítulo e agora a cobrança pode atingir dinheiro que o cantor tem a receber em outro processo. A Justiça determinou a penhora de créditos relacionados a receitas e royalties de sua obra para garantir o pagamento de aproximadamente R$ 283,5 mil em honorários advocatícios cobrados pelo profissional Marcelo Epifanio Rodrigues Passos.
Segundo informações divulgadas pela colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, a decisão foi tomada no dia 16 pela 1ª Vara Cível da Regional de Butantã, em São Paulo, após o advogado apresentar uma atualização do valor devido.
A medida não significa que o dinheiro já tenha sido transferido ao credor. O objetivo é reservar recursos que Belo eventualmente tenha direito a receber em outra ação, enquanto a Justiça analisa a destinação dos valores e a preferência entre os credores.
No dia 14, Marcelo apresentou um novo cálculo da cobrança, que inicialmente girava em torno de R$ 224 mil. Na mesma ocasião, pediu a chamada penhora no rosto dos autos, mecanismo jurídico que permite vincular valores discutidos em um processo ao pagamento de uma dívida cobrada em outro.
O dinheiro em questão está relacionado a um processo que tramita na 34ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, envolvendo o depósito de receitas e royalties referentes à obra do pagodeiro.
A juíza acolheu o cálculo atualizado e autorizou a medida, determinando a indisponibilidade de recursos suficientes para cobrir o valor cobrado.
O advogado também argumentou que seus honorários devem ter preferência sobre outras dívidas do cantor. A justificativa é que esse tipo de remuneração tem natureza alimentar, por ser considerado essencial ao sustento do profissional e de sua família.
A definição sobre a ordem de preferência, porém, caberá à Justiça responsável pelo outro processo. O recebimento dependerá da existência de créditos suficientes e da decisão sobre quem terá direito aos valores.
Antes da nova medida, já havia ocorrido uma tentativa de bloqueio direto nas contas bancárias de Belo. Na ocasião, foram encontrados apenas R$ 938,18, quantia muito inferior ao total da cobrança.
Segundo o andamento relatado no processo, o cantor também havia sido citado para pagar voluntariamente a dívida ou apresentar embargos à execução, instrumento que permite contestar a cobrança. De acordo com as informações fornecidas sobre o caso, ele não adotou nenhuma dessas medidas.
Com a nova decisão, a estratégia do advogado passa a mirar possíveis créditos do artista em outra ação judicial, em vez de depender apenas de valores encontrados em contas bancárias.
A cobrança foi apresentada à Justiça em 6 de fevereiro. Marcelo afirma que foi contratado por Belo em 2019 para representá-lo na disputa com o ex-jogador Denilson, relacionada à aquisição do grupo de pagode Soweto.
Segundo o advogado, sua atuação contribuiu para o acordo que encerrou o longo conflito judicial entre o cantor e o ex-atleta. Na época, a dívida de Belo com Denilson girava em torno de R$ 8 milhões e, conforme o relato do profissional, foi reduzida para R$ 2,7 milhões após as negociações.
Marcelo sustenta que os honorários foram calculados com base na redução do débito, resultado que, segundo ele, ocorreu em três frentes distintas após os serviços prestados.
O advogado afirma, contudo, que não recebeu os valores combinados e decidiu recorrer à Justiça para cobrar a remuneração. A quantia inicialmente estimada em cerca de R$ 224 mil foi atualizada para aproximadamente R$ 283,5 mil.