Entretenimento
Publicado em 04/09/2026, às 06h41 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
Um verdadeiro terremoto de proporções históricas abalou as estruturas do Grupo Globo nesta sexta-feira (4). Internamente batizada de "Casamento Vermelho" — em referência ao famoso e sangrento episódio da série Game of Thrones —, uma grande reestruturação na alta cúpula da emissora deve resultar na demissão de executivos do mais alto escalão. As informações e os bastidores das saídas foram revelados pelo portal Notícias da TV.
O presidente da emissora, Paulo Marinho, deve oficializar a debandada durante uma transmissão interna. Entre os nomes atingidos pelo expurgo estão o de Manuel Belmar, tido na prática como o vice-presidente do grupo e responsável direto pelo Globoplay, canais pagos e finanças, além de Manuel Falcão, diretor de Marca e Comunicação.
Segundo apurado pelo Notícias da TV, as demissões são reflexo de relatórios demolidores apresentados ao Conselho de Administração por Carlos Henrique Schroder, ex-diretor-geral do canal que retornou à empresa no ano passado. A avaliação interna é que a gestão colecionou erros estratégicos imperdoáveis nos últimos anos.
A Belmar é atribuído um dos maiores deslizes da história recente da televisão brasileira. O executivo liderou a decisão de abrir mão da exclusividade de transmissão da última Copa do Mundo da Fifa para cortar custos. A escolha fez a Globo exibir apenas metade das partidas, abrindo espaço para o crescimento avassalador da CazéTV e do YouTube, que herdaram jogos decisivos e se consolidaram como concorrentes de peso frente ao canal carioca.
Além do tropeço no esporte, o executivo acumulava desgaste no comando do Globoplay. Apesar de ter anunciado o equilíbrio financeiro da plataforma em 2025, os balanços recentes apontaram estagnação no faturamento, sinalizando um retorno ao prejuízo. Parcerias estratégicas firmadas com operadoras de telefonia e banda larga também não entregaram o retorno financeiro esperado.
A queda de Manuel Falcão, por sua vez, está atrelada à degradação da saúde da marca Globo. Pesquisas internas indicaram um aumento expressivo na rejeição da emissora junto ao público conservador e a leitores de diferentes espectros políticos.
O "Casamento Vermelho" da Vênus Platinada não deve parar por aí. Informações do Notícias da TV dão conta de que outros nomes de peso continuam na mira do conselho, como Pedro Garcia, gestor de direitos esportivos, e Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de Relações Institucionais, evidenciando uma reorganização profunda no poder da maior rede de televisão do país.