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Publicado em 21/10/2026, às 07h11 JR Duran / Divulgação Tiago Di Araújo
Carla Perez não era apenas uma dançarina de sucesso em 1996. No auge da febre do É o Tchan, a baiana era um dos rostos mais populares do país e sua estreia na Playboy transformou essa popularidade em um fenômeno de vendas. O ensaio, publicado em outubro daquele ano, mobilizou uma operação de segurança para evitar vazamentos e envolveu um cachê que ultrapassou R$ 1 milhão.
As informações foram resgatadas pelo jornal Extra, que relembrou os bastidores da edição lançada há exatos 30 anos. O resultado expressivo, com cerca de 800 mil exemplares vendidos, colocou a revista na 9ª posição entre as edições de maior circulação da história da publicação.
A produção precisava manter o ensaio em segredo até o lançamento. Com a intenção de preservar a privacidade da dançarina e evitar que as imagens chegassem ao público antes da hora, a equipe escolheu Miami, nos Estados Unidos, como cenário das fotos.
A preocupação com possíveis vazamentos não terminou depois do ensaio. Segundo o Extra, as imagens ficaram guardadas em um cofre na redação da revista, enquanto a gráfica recebeu um esquema especial de segurança para impedir que o material fosse divulgado antecipadamente.
A agenda de Carla também tornou a produção um desafio. Naquele período, além de cumprir os compromissos com o grupo É o Tchan, ela participava de programas de televisão e tinha poucos dias disponíveis para fotografar.
Apesar da fama, Carla começou o ensaio tímida. A situação mudou quando o fotógrafo JR Duran sugeriu colocar para tocar o hit “Na Boquinha da Garrafa”, uma das músicas associadas ao sucesso do grupo.
A canção ajudou a soltar a dançarina diante das câmeras. Em algumas imagens, ela aparece reproduzindo movimentos da coreografia que fazia sucesso em todo o país.
O ensaio, no entanto, tinha limites definidos. De acordo com o jornal Extra, o contrato vetava fotografias mais explícitas, levando em conta também a presença de fãs mirins entre o público da dançarina.
O valor negociado por Carla foi outro destaque da publicação. Ainda segundo o Extra, a dançarina acertou um cachê de R$ 750 mil, acrescido de participação nas vendas. A soma ultrapassou R$ 1 milhão, colocando a baiana entre as estrelas mais bem remuneradas que já haviam posado para a revista.
O sucesso da estreia abriu caminho para novos ensaios. Em abril de 1998, Carla voltou às páginas da Playboy, desta vez com fotografias feitas no Pelourinho, em Salvador, e repercussão também no Fantástico.
A terceira participação veio em dezembro de 2000, em uma edição que ficou marcada pela capa temática de Natal, com Carla caracterizada ao lado de um Papai Noel.