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Publicado em 12/09/2026, às 06h15 Freepik Analu Teixeira
Um segredo de família acompanhou Roberta Miranda durante boa parte da vida e só foi esclarecido quando a cantora já era adulta. Aos 69 anos, a artista revelou como descobriu que Maria Corrêa de Miranda, mulher que a criou desde bebê e a quem sempre chamou de mãe, não era sua mãe biológica.
A história foi contada por Roberta durante sua participação no Provoca, da TV Cultura. Segundo a cantora, a primeira pista veio de uma discussão com um dos irmãos, Marcelo, que afirmou que Maria não era sua mãe e fez uma acusação sobre a origem da artista.
“Ele disse: ‘Imagina, minha mãe não é sua mãe, sua mãe era uma prostituta’. Aí eu fiquei louca”, relembrou Roberta.
Abalada com a revelação, a cantora levou o assunto para a terapia, mas não procurou imediatamente a mulher que a criou em busca de respostas. O confronto só aconteceu anos depois, quando Maria estava perto de morrer.
Roberta contou que decidiu perguntar diretamente à mãe sobre o que havia sido dito pelo irmão. A resposta, porém, não confirmou a versão de que sua mãe biológica seria uma prostituta.
“Eu disse: ‘Mãe, o Marcelo está falando que a minha mãe era uma prostituta’. Não tem problema nenhum se fosse. A minha mãe disse: ‘Não, ele está enganado, a sua mãe era uma pessoa muito pobre, não conseguia dar nada para você se alimentar’”, relatou.
A confirmação definitiva veio depois de uma conversa entre Marcelo e o psiquiatra de Roberta. Foi então que a cantora descobriu que era filha biológica do próprio pai, mas não de Maria.
Segundo o relato da artista, o pai e o irmão foram até a maternidade após seu nascimento e a levaram para casa. Roberta inicialmente descreveu o episódio como se tivesse sido “roubada”, mas fez questão de corrigir a expressão ao explicar a história. “Não é que roubou, me pegou. Porque minha mãe não tinha condições. Me pegou, me embrulhou no jornal e me levou para casa”, contou.
A história explica por que Roberta passou a infância sendo criada por Maria, mesmo sem ter vínculo biológico com ela. A cantora também ressaltou que não encara a mulher que a criou apenas pelo aspecto do sangue, mas pelo papel que exerceu em sua vida.
Apesar do impacto da descoberta, Roberta deixou claro que a revelação não mudou o sentimento que construiu por Maria. Pelo contrário, ao falar sobre a mulher que a criou, a cantora destacou os cuidados recebidos durante a infância e a importância daquela relação.
“Porque essa mãe me deu o colinho que ela achava que era um colo para o filho. Bordou a minha roupinha, me alimentou, certo ou errado, essa é a mãe que eu amo”, afirmou.
Roberta também contou que se dedicou a garantir uma velhice digna para Maria, justamente como forma de retribuir tudo o que recebeu durante a vida. “Foi essa mãe que eu lutei para dar dignidade na velhice”, declarou a cantora.
Ao relembrar toda a história, Roberta ainda refletiu sobre a própria trajetória e sobre como conseguiu seguir em frente diante das dificuldades que enfrentou desde a infância.
“Eu sou normal, porque era para eu enlouquecer”, afirmou. Segundo a artista, transformar as experiências dolorosas em uma maneira mais leve de enxergar a vida foi uma das formas que encontrou para continuar.
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