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Publicado em 24/09/2026, às 13h19 Ilustrativa Tiago Di Araújo
Uma disputa judicial envolvendo Lucélia Santos e a Cedae se arrasta há anos e ganhou novos capítulos. A atriz aguarda há cerca de sete anos uma solução para o caso envolvendo contas de água que, segundo ela, tiveram cobranças exorbitantes em sua residência, no Itanhangá, no Rio de Janeiro. A informação foi publicada pela coluna de Ancelmo Góis, do jornal O Globo.
O problema começou entre junho de 2017 e setembro de 2018, período em que Lucélia passou a receber contas muito acima do valor que costumava pagar. Segundo o processo, o consumo mensal ficava em torno de R$ 100, compatível com a rotina de uma pessoa que mora sozinha.
A situação mudou depois de um reparo realizado pela Cedae na tubulação da rua. A partir daí, os valores das contas começaram a subir sucessivamente, chegando a R$ 850, R$ 1.600 e até R$ 4.250.
Diante do aumento das cobranças, Lucélia, que ganhou projeção nacional ao interpretar 'Escrava Isaura' buscou investigar se havia algum problema na própria residência.
Segundo as informações do processo divulgadas pela coluna, um perito não identificou vazamento na tubulação da casa da atriz. Sem encontrar uma explicação para a disparada dos valores, ela decidiu recorrer à Justiça.
O caso acabou resultando em uma decisão favorável à atriz.
Em 2023, a 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca condenou a Cedae a pagar R$ 4 mil de indenização a Lucélia Santos.
A decisão também determinou o refaturamento das contas a partir de 2017 e proibiu que o fornecimento de água da residência fosse interrompido ou que o nome da atriz fosse negativado em razão da cobrança discutida no processo.
Mesmo após a sentença, porém, o caso ainda não chegou ao fim.
De acordo com a coluna de Ancelmo Góis, a Cedae vem apresentando diferentes alegações para justificar o atraso no cumprimento da decisão. Entre os argumentos estaria a transferência do fornecimento de água da região para o Consórcio Iguá.
A Justiça, entretanto, já teria decidido que a mudança na concessão dos serviços não retira a Cedae do processo. A empresa continua no polo passivo da ação e, conforme a decisão mencionada pela coluna, permanece responsável pelo cumprimento da condenação.