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Publicado em 14/06/2026, às 15h32 Reprodução/Redes Sociais Rebeca Santos
A atriz Cristiana Oliveira, aos 62 anos, usou as redes sociais para falar sobre as cobranças que as mulheres enfrentam ao envelhecer. Ela criticou as exigências de manter o corpo magro, forte e com aparência jovem, mesmo diante das mudanças naturais da menopausa.
No vídeo, Cristiana lembra que, durante décadas, as mulheres ouviram que precisavam emagrecer.
“Agora, descobrimos que não basta sermos magras. Precisamos ser fortes, ter músculos, energia, saúde, disposição, ossos saudáveis e aparência jovem”, comenta.
Segundo ela, a cobrança nunca para.
“A régua mudou, mas cobrança continuou”.
A atriz aponta que a menopausa afeta não só os hormônios, mas também a forma como as mulheres se veem.
“O corpo muda, o metabolismo muda, o rosto muda e, muitas vezes, a autoestima acaba entrando nessa dança.”
A atriz fez uma importante distinção: cuidar da saúde é positivo, mas viver em guerra contra o próprio corpo é exaustivo.
“Acho maravilhoso querer se cuidar, treinar, melhorar a alimentação, fazer tratamentos e buscar o bem-estar. O problema é que, quando a gente começa a acreditar que o nosso valor depende do número que aparece na balança ou da imagem que a gente vê no espelho, aí, lascou.”
Para Cristiana Oliveira, vitalidade não é sinônimo de magreza.
“Vitalidade é conseguir viver bem dentro do próprio corpo. É ter força para caminhar, trabalhar, viajar, amar, rir, sonhar e continuar a construir a própria história. Porque, depois dos 50, talvez a pergunta mais importante não seja ‘quanto estou pesando’, mas ‘como eu quero viver os próximos anos da minha vida’.”
A atriz termina o desabafo reforçando que envelhecer é natural e deve ser uma libertação.
“Quem não envelhece ‘vai embora’ jovem. Mas envelhecer tentando caber em padrões que mudam o tempo todo é uma prisão da qual muitas mulheres merecem se libertar.”