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Publicado em 02/07/2026, às 07h39 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
A polêmica envolvendo o reality As Patroas, criado por Viih Tube e Eliezer com a participação de funcionários da casa, ganhou um novo desdobramento. A deputada estadual Ediane Maria Nascimento (PSOL-SP) protocolou uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo pedindo que o programa seja investigado por possíveis irregularidades trabalhistas.
O pedido foi apresentado após a repercussão negativa do reality, que acabou sendo retirado das redes sociais. Agora, a parlamentar solicita que o MPT apure se a dinâmica do programa pode ter violado direitos dos empregados e, caso sejam constatadas irregularidades, determine a suspensão definitiva da atração.
Na representação, a deputada afirma que o formato do reality pode caracterizar "assédio moral organizacional". Segundo o documento, embora os influenciadores tenham informado que a participação dos funcionários era voluntária, não há comprovação formal desse consentimento, nem informações sobre eventual pagamento de horas extras durante as gravações.
Outro ponto levantado é a utilização da imagem dos empregados em conteúdos publicados em plataformas monetizadas, como o YouTube. A parlamentar questiona se houve contrato específico para esse uso e se os trabalhadores receberam compensação financeira adequada, além de levantar dúvidas sobre a legalidade dos prêmios oferecidos durante a competição, como dinheiro e motocicletas.
A representação também cita que algumas das recompensas anunciadas envolviam benefícios ligados à rotina de trabalho, como a possibilidade de entrar mais tarde no expediente. Para a deputada, esse tipo de vantagem não deveria ser tratado como prêmio, mas como um direito trabalhista quando houver alteração na jornada.
Funcionárias defenderam o reality
Antes da representação chegar ao Ministério Público do Trabalho, as próprias funcionárias do casal já haviam se manifestado publicamente após o cancelamento do programa.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, elas afirmaram que ninguém foi obrigado a participar da competição e defenderam Viih Tube e Eliezer das críticas. Segundo as participantes, todas aceitaram o convite de forma voluntária e estavam satisfeitas com a experiência.
Uma das funcionárias chegou a rebater os comentários negativos feitos por internautas. "A gente trabalha feliz aqui, a gente ama o que faz, a gente ama os nossos patrões. Somos bem cuidadas, somos bem tratadas. E agora vocês querem cancelar o nosso reality?", afirmou.
Outra integrante reforçou que a participação ocorreu por decisão de cada uma. "Nós não fomos obrigadas a fazer nada que a gente não quisesse. Foi tudo conversado certinho e nós aceitamos participar", declarou.
Até o momento, o Ministério Público do Trabalho ainda não informou se abrirá investigação sobre o caso.