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Publicado em 24/10/2026, às 18h20 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
A apresentadora Ana Maria Braga fez um apelo público em defesa da democracia e da liberdade de escolha às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Em um vídeo com tom pessoal e emocionado, a comunicadora da TV Globo criticou discursos de ódio, defendeu direitos sociais e direcionou uma mensagem especialmente às mulheres.
Embora não tenha citado candidatos nominalmente nem declarado explicitamente seu voto, a fala foi interpretada como uma sinalização de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Um dos trechos mais fortes da gravação foi direcionado às eleitoras. Ana Maria afirmou que a decisão sobre o voto deve ser individual, sem interferência de maridos, filhos ou chefes.
“Na hora do voto, é só você. É você e a urna. Não tem marido, não tem filho, não tem patrão. É a sua escolha. A escolha é sua”, declarou.
A apresentadora também pediu que os eleitores observem o posicionamento dos candidatos sobre direitos das mulheres, da população LGBTQIA+, combate ao racismo, saúde e desigualdade social.
“Em outras palavras: fuja, fuja de quem tem um discurso de ódio. Veja o que o seu candidato fala sobre os direitos das pessoas, por exemplo, o direito das pessoas homossexuais”, afirmou.
Durante o vídeo, a comunicadora defendeu que os eleitores não se limitem às promessas de campanha e avaliem o histórico de quem disputa o cargo. Em uma fala irônica, ela sugeriu que o público examine também a trajetória profissional dos candidatos.
“Ah, e pode analisar o currículo, é bom também, né? Ou a carteira de trabalho, se tiver”, disse.
Ana Maria ainda questionou o uso de palavras como família, valores e liberdade no debate político, cobrando que esses princípios sejam garantidos a todos. “Porque é muito fácil falar em família, valores, liberdade. Liberdade para quem? Oportunidade para quem? Direitos para quem? É para todo mundo?”, questionou.
Ao relacionar democracia e direitos, a apresentadora afirmou que o país precisa garantir respeito, oportunidades e dignidade, independentemente das diferenças entre os cidadãos.
“Quando a gente fala de democracia, a gente precisa falar também de respeito, liberdade, de oportunidades e principalmente de direitos”, declarou.
Ana Maria também recorreu à própria trajetória para explicar a importância que atribui à democracia. Ela afirmou pertencer a uma geração que vivenciou restrições à liberdade de expressão e lembrou as dificuldades que enfrentou para estudar e construir sua história.
“Eu sou da geração que viveu e sabe o que é não ter democracia. Eu sei o que é não poder falar, não poder falar o que quer, sabe? Cantar o que quer”, afirmou.
A comunicadora disse desejar que meninas não precisem fugir de casa para ter acesso à educação e que mulheres não tenham de provar repetidamente sua capacidade. Também defendeu que ninguém seja discriminado por sua identidade, por quem ama ou por suas opiniões.
“Eu quero um Brasil em que as oportunidades não sejam um privilégio de poucos, que a saúde, a educação e a dignidade sejam direitos de todos”, declarou.
Em outro momento, Ana Maria destacou a participação feminina na sociedade e pediu que as mulheres não abram mão da própria voz nas decisões políticas.
“Nós somos maioria, sabia? Somos maioria nesse país. Temos história, temos força e temos o direito de decidir os rumos do nosso país”, disse.
A apresentadora também defendeu um país em que pessoas com diferentes opiniões, religiões e escolhas possam conviver sem medo ou discriminação.
Ao encerrar a gravação, ela pediu que os brasileiros pensem nas próximas gerações e no modelo de sociedade que desejam construir.
“Porque democracia não é só o direito de escolher. É também a responsabilidade de decidir que sociedade a gente quer ser”, afirmou.
Na sequência, Ana Maria concluiu o vídeo com uma mensagem em defesa da democracia, da saúde e da ciência: “E viva a democracia, viva a saúde, viva a ciência e viva você, o povo brasileiro”.