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Publicado em 06/11/2025, às 13h24 Reprodução/Redes Sociais Edgar Luz
O Miss Universo 2025 ganhou contornos de escândalo após um episódio constrangedor envolvendo o diretor do concurso na Tailândia, Nawat Itsaragrisil, e a Miss México, Fatima Bosch. O caso, transmitido ao vivo durante uma cerimônia na terça-feira (4), levou diversas candidatas a deixar o local em protesto.
A confusão começou quando Itsaragrisil interrompeu Bosch diante de dezenas de participantes, acusando-a de não divulgar conteúdos promocionais. Ao tentar se defender, a mexicana foi silenciada aos gritos, enquanto o dirigente chamava seguranças e ameaçava desclassificar quem a apoiasse.
A atitude provocou uma onda de solidariedade e Bosch deixou o salão acompanhada por várias concorrentes, entre elas a atual Miss Universo, Victoria Kjaer Theilvig, da Dinamarca.
“Trata-se de direitos das mulheres”, afirmou Theilvig ao abandonar o evento. “Humilhar outra garota é o cúmulo da falta de respeito. Peguei meu casaco e fui embora”, acrescentou.
O vídeo do confronto viralizou nas redes sociais. Nele, o tailandês exige que Bosch “pare de falar” e alerta as demais: “Quem quiser continuar no concurso, sente-se. Se você sair, o resto permanece.” A maioria, no entanto, ficou de pé em apoio à mexicana.
Em entrevista após o incidente, Bosch contou que o executivo de 60 anos “não foi respeitoso” e chegou a chamá-la de “burra” — termo que ele nega ter usado. Segundo a imprensa local, Itsaragrisil teria dito “cabeça oca”, mas depois tentou se justificar, afirmando que quis dizer que a candidata havia “causado estragos”.
A Organização Miss Universo reagiu duramente, classificando o comportamento do diretor como “malicioso” e enviando uma equipe internacional para reassumir o controle do evento. Em vídeo, o presidente da organização, Raul Rocha, criticou a postura do tailandês:
“Ele esqueceu o verdadeiro significado de ser um anfitrião. Humilhou, insultou e demonstrou falta de respeito.” Rocha também mencionou possíveis medidas legais e afirmou que a participação de Itsaragrisil será ‘limitada ao máximo’ ou até ‘eliminada completamente’”, declarou.
“Reitero que o Miss Universo é uma plataforma de empoderamento feminino, onde as vozes das mulheres precisam ser ouvidas”, completou Rocha.
Após a repercussão, o dirigente tailandês publicou um pedido de desculpas nas redes sociais. “Se alguém se sentiu mal, desconfortável ou afetado, peço desculpas a todos, especialmente às cerca de 75 garotas que estavam presentes”, escreveu.
Mesmo com o clima tenso, o concurso seguiu adiante. As participantes participaram de um evento de boas-vindas em Bangkok na quarta-feira (5). A final, que vai coroar a Miss Universo 2025, está marcada para o dia 21 de novembro.
Determinada, Bosch reafirmou seu posicionamento em entrevista à imprensa: “Quero que meu país saiba que não tenho medo de fazer minha voz ser ouvida. Ela está mais forte do que nunca. Tenho um propósito, tenho coisas a dizer. Estamos no século 21. Não sou uma boneca para ser maquiada, penteada e ter a roupa trocada. Vim aqui para ser a voz de todas as mulheres e meninas que lutam por causas”, afirmou.
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