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Publicado em 24/06/2026, às 21h46 Devid Santana/Bnews Analu Teixeira e Mariana Bamberg
A discussão sobre a presença de ritmos não tradicionais no São João voltou à tona durante uma coletiva do Olodum no Pelourinho. Ao comentar a participação de diferentes gêneros musicais nos festejos juninos, um representante do grupo fez um alerta sobre a preservação da cultura nordestina e demonstrou preocupação com a perda de espaço do forró nas celebrações.
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Segundo ele, é possível adaptar diferentes estilos musicais às festividades, desde que haja respeito às tradições que deram origem à festa. “Quando você se adapta a um ritmo e faz bem feito, eu acho que dá para fazer”, afirmou.
Apesar disso, o integrante do Olodum criticou o crescimento de atrações ligadas a outros gêneros musicais em eventos tradicionalmente dedicados ao forró e à cultura nordestina. “Tem pessoas que lutam o ano todo, ficam sem comer, sem ter condições para sustentar a família, e existem ritmos que ninguém invade. O nosso, por que toda hora tem que invadir?”, questionou.
Durante a fala, ele também comparou o cenário atual do São João ao que, segundo sua visão, aconteceu com o Carnaval ao longo dos anos. “Foi assim com o Carnaval. Nós estamos perdendo o Carnaval e podemos perder o São João”, declarou.
Ao encerrar o posicionamento, o representante defendeu que cada manifestação cultural preserve sua identidade e espaço próprio dentro do calendário festivo brasileiro. “Eu acho que é cada um na sua praia”, concluiu.
O debate sobre a diversidade de atrações nos festejos juninos tem dividido opiniões nos últimos anos. Enquanto parte do público defende a ampliação dos estilos musicais para atrair mais pessoas, artistas e defensores da cultura popular argumentam que o espaço destinado ao forró e às tradições nordestinas precisa ser preservado.
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