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Publicado em 11/08/2026, às 07h55 - Atualizado às 07h58 Reprodução Redação Bnews
O ator Angel Ferreira, conhecido durante mais de dez anos de carreira como Igor Angelkorte, trocou o Rio de Janeiro pela tranquilidade de Cavalcante, no norte da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Aos 38 anos, ele transformou o chassi de um ônibus em sua nova casa e passou a viver com menos estrutura, sem acesso às redes públicas de energia e esgoto.
Ônibus virou casa
A nova moradia precisou ser adaptada para a rotina do ator. Entre as mudanças, está a construção de uma fossa feita de bananeiras. Angel também não tem geladeira e priorizou o contato com a natureza. Ao redor da casa, ele planta árvores frutíferas.
Fotos e vídeos publicados pelo ator no Instagram mostram detalhes do interior do ônibus. Entre os objetos que aparecem no espaço estão um filtro de barro, uma cadeira de praia e uma rede.
Apesar da mudança de estilo de vida, Angel não vive isolado. A casa fica a cerca de dez minutos de um centro urbano, e o ator atua como gestor cultural na região.
Casa virou espaço de cultura
Angel também continua viajando com a peça Sidarta, monólogo que atualmente está em cartaz em São Paulo.
Em entrevista ao site Heloisa Tolipan, o ator contou que recebe amigos, artistas e outras pessoas em sua casa.
“Minha casa está sempre aberta. Sempre chegam amigos, amigas. Às vezes o pessoal acampa por aqui. Recebo muitos artistas também. A casa acabou se tornando quase um espaço de cultura. Volta e meia alguém está de passagem, dorme aqui e seguimos convivendo. Então estou sempre acompanhado”, disse.
Mudança de nome
A mudança para Goiás aconteceu após Angel Ferreira adotar o novo nome, no fim de 2024. Antes, ele era conhecido artisticamente como Igor Angelkorte e participou de novelas como Além do Horizonte, Babilônia e Terra e Paixão.
Segundo o próprio ator, a troca de nome faz parte de um processo de autoconhecimento. A transformação aconteceu no mesmo período em que ele ganhou repercussão ao revelar que seu monólogo Sidarta tinha pouco público durante a temporada no Rio de Janeiro, em 2024. Depois do desabafo, as sessões passaram a ficar cheias.
“Fui experimentando outros heterônimos e brincando de assinar de outras formas. Comecei a brincar com meu nome e a de novo pensar que tem alguma coisa que morreu em mim nos últimos anos, algum estado de ser. Como uma lagarta que passa pela crisálida e se torna uma borboleta e já não se chama mais lagarta”, disse Angel na época.