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Publicado em 25/08/2026, às 10h14 Reprodução / Globo Andreza Oliveira
A ex-BBB Angélica Morango, como é conhecida Ana Angélica Martins, buscou auxílio da Justiça depois de ter as contas metidas em plataformas da Meta desativadas. A situação chama atenção para um assunto que vai além da perda de seguidores: a dependência das celebridades e empresas das redes sociais para trabalhar, divulgar projetos e manter contato com o público.
De acordo com a defesa da participante do BBB 10, seu perfil pessoal, que reunia mais de 100 mil seguidores, foi desativado em 28 de novembro do ano passado. Em seguida, no dia 29 de janeiro de 2026, a conta profissional da sua produtora audiovisual, @all.in.cinema, também teria sido retirado do ar. A empresária mantinha ainda cerca de 23 mil seguidores no Threads.
Atualmente o processo tramita na 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais de Santa Catarina, depois do recurso ser apresentado contra a determinação de primeira instância que indeferiu os pedidos da autora. Agora, a defesa busca o restabelecimento das contas e a reparação pelos danos alegados.
Segundo o portal Metrópoles, o advogado André Matheus, que está a frente do caso, alegou que Angélica não teria recebido uma indicação específica sobre quais conteúdos ou regras das plataformas teriam motivado as suspensões. A defesa ainda questiona a impossibilidade de a empresária ter acesso a informações e registros de suas próprias publicações após os perfis serem retirados do ar.
“Não estamos falando apenas de ‘perder seguidores’, estamos falando de censura privada, apagamento de portfólio artístico e prejuízo financeiro para uma empresa legítima”, afirmou durante entrevista a coluna Fábia Oliveira, do portal.
O tema ganha ainda mais relevância diante do papel que as redes sociais ocupam na vida profissional de milhares de pessoas. Para artistas, influenciadores, produtores e empreendedores, um perfil na web pode reunir audiência, portfólio, contatos comerciais, divulgação de projetos e uma parcela importante da geração de receita.
No caso da ex-BBB, as plataformas também estavam associadas a seu trabalho. Além da trajetória no jornalismo e na TV, ela atua como cineasta, criadora, produtora e empresária no mercado audiovisual.
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“Quando uma conta desaparece, não são apenas seguidores que você perde. Ali estavam anos da minha história, trabalhos, projetos, contatos e uma relação construída com o público. Hoje, as redes fazem parte da nossa profissão e também da nossa fonte de renda. É muito difícil perceber que algo que você construiu durante tantos anos pode simplesmente desaparecer sem que exista uma explicação clara”, afirma a famosa.
A situação também destaca a vulnerabilidade de profissionais que construíram parte de suas carreiras em ambientes digitais administrados por empresas privadas. Conforme a análise da defesa, episódios como o de Angélica, evidenciam a necessidade de mais transparência na aplicação de regras das plataformas, além da criação de mecanismos efetivos para que os usuários compreendam e contestem decisões que levem a suspensão ou exclusão dos perfis.