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Felca revela fobia social, expõe trauma brutal de infância e surpreende ao voltar após meses isolado

Após meses longe das redes, influenciador contou que sofreu bullying e agressões físicas na escola, revelou dificuldades para sair de casa e anunciou um desafio de três meses para retomar a vida social  |  Reprodução / YouTube

Publicado em 20/10/2026, às 06h04   Reprodução / YouTube   Tiago Di Araújo

Depois de meses longe das redes sociais, Felca voltou à internet com um relato pessoal que revelou um lado pouco conhecido de sua vida. Aos 28 anos, o influenciador contou que tem fobia social, relembrou episódios de violência sofridos na infância e revelou que chegou a passar meses sem sair de casa após a repercussão nacional de seu vídeo sobre a “adultização” de crianças e adolescentes na internet.

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A revelação foi feita na madrugada desta terça-feira (20), em um vídeo com mais de uma hora publicado no YouTube. Na gravação, Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, descreveu as dificuldades enfrentadas desde a época escolar e explicou como os traumas afetaram sua relação com outras pessoas.

“Tenho fobia social, esse é meu laudo. É o vídeo mais sincero e mais difícil que já fiz”, afirmou o influenciador logo no início do depoimento.

O retorno, porém, não aconteceu da maneira que parte do público esperava. Como a publicação foi anunciada a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, internautas e até figuras públicas especularam que Felca poderia divulgar denúncias ou declarações envolvendo os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A expectativa não se confirmou, e parte dos usuários demonstrou frustração nas redes.

Felca relata agressões e humilhações na escola

Durante o vídeo, o influenciador voltou à infância para explicar a origem de parte das dificuldades que enfrenta atualmente. Segundo ele, o bullying começou quando tinha 12 anos e, com o tempo, deixou de se limitar a ofensas verbais.

“Quando tinha 12 anos, comecei a sofrer bullying. No início, eram palavrões, depois se tornaram agressões físicas”, contou.

Um dos episódios relatados envolve um grupo de cinco meninos que o agrediram dentro de um banheiro da escola. Felca afirmou que os agressores eram maiores e mais fortes do que ele e descreveu a violência como uma experiência marcante daquele período.

“Lembro de um dia em que estava no banheiro e cinco meninos maiores e mais fortes do que eu me bateram. Não me bateram só até eu cansar, mas até eles cansarem”, relatou.

O influenciador também resumiu o impacto daqueles anos em sua vida: “Dos 14 aos 18 anos, eu sobrevivi”.

As experiências escolares, segundo Felca, interferiram até em suas decisões sobre o futuro. Ele contou que desistiu da possibilidade de cursar uma faculdade por não conseguir enfrentar a ideia de voltar a frequentar uma sala de aula e passar por situações semelhantes às que viveu na infância.

Na época, disse aos pais que preferia gravar vídeos a se colocar novamente em um ambiente no qual temia sofrer constrangimentos.

Repercussão de “Adultização” agravou isolamento

Felca também relacionou seu afastamento social ao impacto provocado pelo vídeo “Adultização”, publicado em agosto de 2025. O conteúdo ampliou o debate sobre a exposição e a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais e colocou o influenciador no centro de uma discussão de repercussão nacional.

Depois da publicação, ele voltou a se fechar e passou um longo período sem participar de atividades fora de casa.

“Depois que eu postei a adultização, e aconteceu tudo o que aconteceu, eu me fechei. Eu fiquei meses sem sair de casa”, afirmou.

Em outro momento do depoimento, Felca contou que o medo de situações sociais continuava presente mesmo quando recebia convites para compromissos profissionais que gostaria de aceitar.

O vídeo intercala o relato com registros de bastidores que mostram suas dificuldades em eventos e gravações. Segundo o influenciador, mesmo quando consegue falar diante de outras pessoas, seu corpo permanece em estado de alerta, com os batimentos cardíacos elevados.

“Basicamente, até eu voltar para a minha casa, ele vai ficar nesse batimento por minuto constantemente. Isso é bem cansativo”, explicou.

Felca também relatou que recorria ao álcool para conseguir participar de eventos e palestras, em uma tentativa de lidar com o desconforto provocado pelas interações sociais.

Influenciador cria desafio de três meses para voltar a sair

Apesar das dificuldades, Felca anunciou que pretende enfrentar gradualmente o isolamento. No vídeo, apresentou o desafio “SimFel”, uma iniciativa de três meses em que pretende aceitar convites, conhecer pessoas e participar de situações que normalmente evitaria por medo ou desconforto.

A proposta também será compartilhada com os seguidores, que poderão acompanhar parte da experiência por meio dos stories do Instagram.

O influenciador explicou que precisa se expor gradualmente a situações sociais para que seu corpo deixe de reagir a elas como se representassem uma ameaça.

“Eu preciso sair de casa para acostumar o meu corpo que tá tudo bem, que não tem perigo. Ninguém mais representa perigo. A minha expectativa é terminar esses três meses completamente confortável”, declarou.

Felca também anunciou a retomada do programa de entrevistas “Sofá do Felca”, ampliando os planos de retorno à produção de conteúdo.

Felca quer levar relato sobre bullying às escolas

Além de compartilhar a própria experiência, o influenciador afirmou que pretende realizar palestras gratuitas em escolas para falar sobre bullying. A ideia é acolher pessoas que passam por situações semelhantes e incentivar quem pratica agressões a refletir sobre as consequências desse comportamento.

“Eu não vou cobrar nada por isso”, garantiu.

Ao encerrar o depoimento, Felca agradeceu o apoio recebido dos seguidores e falou sobre a falta que sente de se conectar com outras pessoas.

“Hoje, se tem algo de que eu sinto mais falta ainda, é conexão com pessoas. Mesmo com a minha fobia social controlada, me relacionar ainda é um desafio”, disse.

O influenciador também convidou os fãs a se aproximarem caso o encontrem pessoalmente. “Eu quero que falem: ‘Caramba, agora o Felca tá saindo pra tudo. Eu vi o Felca na rua esses dias, cara.’ Pois é. Eu tô. A gente vai estar. Inclusive, se você um dia me ver na rua, fala comigo. Eu vou amar me conectar com você”, completou.

Classificação Indicativa: Livre


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