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Publicado em 04/08/2026, às 06h25 Divulgação Tiago Di Araújo
Moreno Veloso, filho mais velho de Caetano Veloso, abriu o coração ao falar sobre a infância vivida em um dos períodos mais marcantes da música brasileira. Em depoimento para o documentário Nem Tudo É Paz e Amor, o músico contou como era crescer em meio ao movimento da contracultura e fez uma reflexão sobre os desafios enfrentados por quem foi criado em um ambiente onde a liberdade era um dos principais valores.
A produção, dirigida por Betão Aguiar, filho de Paulinho Boca de Cantor, estreia no próximo dia 27 e reúne relatos de filhos de grandes nomes da música brasileira, como Rita Lee, Moraes Moreira e Caetano Veloso.
Durante sua participação, Moreno afirmou que a experiência de viver em um ambiente onde predominava a ideia de que "é proibido proibir" nem sempre era simples para as crianças.
“É difícil ser criança no ambiente em que é proibido proibir”, declarou.
O documentário propõe um olhar sobre um lado pouco explorado da geração que revolucionou a cultura brasileira nas décadas de 1960 e 1970. Em vez de focar apenas nos artistas, a obra dá voz aos filhos, que compartilham lembranças, dilemas e experiências de crescer cercados por figuras que marcaram a história da música nacional.
Além de Moreno Veloso, a produção reúne depoimentos de outros herdeiros de ícones da MPB e do rock brasileiro, que contam como a busca por liberdade, criatividade e ruptura de padrões influenciou também a vida dentro de casa.
A proposta do filme é mostrar que, por trás do discurso de paz, amor e liberdade que marcou uma geração, existiam desafios e conflitos vividos por quem cresceu naquele contexto.