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FIM DE UMA ERA! Carla Perez choca ao revelar motivo inesperado de "abandonar" o Carnaval de Salvador

Dançarina anuncia que deixará o bloco infantil Algodão Doce após mais de 20 anos e explica decisão de priorizar saúde mental e família  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 09/02/2026, às 10h14   Reprodução / Redes Sociais   Tiago Di Araújo

Carla Perez, eternizada como a loira do É o Tchan, anunciou que não vai mais comandar seu bloco no Carnaval em Salvador a partir do ano que vem. A decisão encerra mais de três décadas de folia e mais de 20 anos à frente do Algodão Doce. “Fico com o coração partidinho”, confessou a artista, destacando que a escolha tem relação direta com sua saúde mental e o desejo de estar mais próxima da família. “Eu estava adoecendo”, afirmou.

Em entrevista ao jornalista João Augusto Liberato, exibida no Domingo Espetacular, da Record, Carla detalhou os motivos de sua decisão. “Eu fiz essa escolha por saúde mental mesmo. Estar com meus filhos, com meu marido, cuidar da minha família, ficar mais próxima”, explicou, ao ser questionada sobre sua vida discreta.

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João Liberato chegou a Salvador, na Bahia, para um encontro exclusivo com Carla Perez e seu filho, Victor Alexandre. Em entrevista, a ex-integrante do grupo "É o Tchan" relembra momentos marcantes da carreira e da vida familiar, além de falar sobre a rotina atual, longe dos… pic.twitter.com/RAzfffvTJO

— Domingo Espetacular (@DomEspetacular) February 8, 2026

Ela ressaltou que este será seu último Carnaval à frente do Algodão Doce. “Fico com o coração partidinho, mas foi o que eu falei, eu tô cada vez mais cuidando de mim. E sinto necessidade”, disse. A dançarina também comentou sobre o futuro do bloco: “Acho que tem tudo o seu tempo, a sua hora. E tem tanta gente bacana, nova, chegando por aí. Temos que dar espaço para que elas estejam trabalhando. Tenho uma pessoa em mente que eu acho que pode continuar o legado do Carnaval para as crianças, mas de uma forma diferente. E eu fico mais nos bastidores também, que eu amo (risos)”.

Carla relembrou sua trajetória desde a infância: “Sempre trabalhei, desde pequenininha. Minha mãe colocava fantasia em mim e nos meus irmãos para vender, na rua, de camelô. Desde ali, eu sempre quis trabalhar e ter meu dinheiro. Tive uma barraca de brinquedos que meu pai deixava comigo, e fui indo, fui indo, até entrar no Gera Samba”.

Ela destacou que, ao longo dos anos, sempre se dedicou à família. “Chegou um momento em que eu falei: 'Está na hora de eu cuidar mais de mim'. Porque eu sempre fiz tudo por todo mundo, e eu estava adoecendo. Chega uma hora em que você tem que falar: 'Está na hora de sair'. É muito difícil encontrar esse momento de dar uma pausa ou sair bem”, disse.

Carla lembrou sua passagem pelo É o Tchan e a longa atuação no bloco infantil. “Tive meu ciclo no Gera Samba, que virou É o Tchan, depois no SBT, depois com o infantil, são 25 anos só de Algodão Doce... E meus filhos precisam de mim. O futuro são eles! Tenho que criar um grande homem e uma grande mulher para ter um legado, não ficar só em mim e no meu marido. Eu tenho uma família que só agradeço a Deus todos os dias”, afirmou.

Ela também comentou com humor sobre o rótulo de “loira do Tchan”, lembrando que sua passagem pelo grupo durou apenas dois anos: “Foi o suficiente para aquele time, porque não foi só a loira, a morena, o Jacaré, era um time... Deu tão certo que a gente tem um legado até hoje. Tanto que eles fazem os eventos e funciona até hoje, mesmo com outras dançarinas, eles conseguem fazer um trabalho muito bacana. Fazem festas que lotam”.

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