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Publicado em 26/06/2026, às 11h47 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão preventiva do rapper Oruam, mesmo após a defesa do artista apresentar documentos médicos alegando que ele enfrenta um quadro de saúde delicado. Os advogados do cantor afirmaram que Mauro Davi dos Santos Nepomuceno foi diagnosticado com tuberculose pulmonar e apresenta sintomas como tosse persistente, lesões nos pulmões e perda significativa de peso.
O pedido feito pela defesa buscava a revogação da prisão sob o argumento de que o estado clínico do artista exigiria cuidados médicos específicos e poderia representar risco caso ele permanecesse sem acompanhamento adequado.
A decisão foi tomada pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, que rejeitou a solicitação e manteve a ordem de prisão contra o rapper. O entendimento da Justiça é de que a situação judicial do cantor ainda justifica a manutenção da medida, principalmente pelo fato de ele ser considerado foragido.
Na decisão, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro destacou que a fuga é um dos fatores que sustentam a necessidade da prisão preventiva. “A evasão do distrito da culpa é fundamento idôneo e suficiente para a decretação e manutenção da prisão preventiva, visando assegurar a aplicação da lei penal”, afirmou o tribunal.
A Justiça também considerou que os documentos apresentados pela defesa foram produzidos por médicos particulares e, por isso, não seriam suficientes para determinar uma mudança na situação prisional do artista. Segundo o entendimento judicial, a condição de saúde de Oruam deverá ser avaliada por profissionais oficiais ou dentro da estrutura médica disponibilizada pelo sistema penitenciário.
Caso seja preso ou decida se apresentar às autoridades, o rapper deverá passar por uma avaliação médica para verificar seu estado de saúde e quais cuidados serão necessários durante o cumprimento das determinações judiciais.
Entenda o caso
Oruam é alvo de uma ordem de prisão relacionada a uma acusação de tentativa de homicídio contra policiais civis durante uma operação realizada no ano passado. Ele também responde a uma investigação envolvendo lavagem de dinheiro ligada a uma organização criminosa.
A defesa do artista ainda não informou se pretende recorrer da decisão.