Entretenimento
Publicado em 05/04/2026, às 11h09 Reprodução/Redes sociais/@slowjamastan Antonio Dilson Neto
Entre o vale de Coachella, na Califórnia, e a fronteira com o México, uma faixa de deserto abriga uma das ideias mais improváveis dos últimos anos: a República de Slowjamastan, um território simbólico criado pelo radialista Randy Williams, que se autodenomina o “Sultão” do local.
Com cerca de 4,5 hectares, o equivalente a seis campos de futebol, a micronação surgiu em 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando Williams decidiu criar seu próprio país após ter seus planos de viagem interrompidos. “Se eu não posso visitar outro país, por que não criar um?”, resumiu.
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O território, instalado em uma área árida e isolada, ganhou estrutura simbólica de Estado, com bandeira, moeda própria, passaportes e até leis inusitadas, como a proibição do uso de crocs e de e-mails com “responder a todos”.
Hoje, a República de Slowjamastan soma cerca de 25 mil “cidadãos” de 120 países, que podem se registrar gratuitamente pela internet. Parte deles também visita o local, passando por um improvisado “posto de imigração” montado no deserto.
A iniciativa mistura humor, crítica social e escapismo. Segundo Randy Williams, a proposta é oferecer um espaço simbólico distante das tensões políticas e da polarização. “As pessoas estão cansadas. Aqui, não falamos de política, exceto a nossa própria”, afirma.
Além da experiência lúdica, o projeto também movimenta uma pequena economia paralela. Títulos simbólicos, como cargos diplomáticos e parlamentares, podem ser adquiridos mediante pagamento, enquanto eventos e cerimônias ajudam a fortalecer o senso de comunidade.
A micronação também começa a ganhar relevância no circuito internacional de projetos semelhantes. Em 2027, será sede da MicroCon, encontro que reúne representantes de dezenas de Estados autoproclamados ao redor do mundo.