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Publicado em 04/08/2026, às 07h43 Reprodução Redação Bnews
O influenciador digital Maykon Santos foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos após ser acusado de promover rachas, colisões e outras infrações de trânsito em Peruíbe, no litoral paulista. A informação é da Folha de São Paulo.
A decisão, tomada em segunda instância no fim de julho, também proibiu o influencer de convocar, promover ou incentivar eventos com práticas de direção perigosa em vias públicas. Ele nega as acusações e informou que vai recorrer.
Vídeos com batidas viraram provas no processo
A condenação teve como base vídeos publicados por Maykon Santos nas redes sociais. Em uma das gravações, dois veículos aparecem batidos enquanto os motoristas riem da situação. O vídeo traz a frase: "Ele não sabe brincar. Olha como ficou meu carro."
Outro registro mostra um carro vermelho danificado cercado por uma aglomeração de pessoas. A legenda da publicação dizia: "Chapado. Virou carrinho de bate-bate". Em outro post, um buggy aparece rodando em alta velocidade ao redor de um veículo.
A ação foi apresentada pela Prefeitura de Peruíbe em 2024. Segundo o município, o influenciador incentivava "espetáculos surreais e ilegais de rachas e batidas" nas ruas e avenidas da cidade, colocando em risco moradores, turistas e motoristas.
Prefeitura apontou impacto nas redes sociais
De acordo com a prefeitura, os vídeos tinham como objetivo aumentar a monetização das redes sociais do influenciador. O município também afirmou suspeitar que Maykon utilizasse as publicações para vender ilegalmente cotas ou rifas de veículos de luxo. Na época da abertura do processo, o influenciador tinha cerca de 756 mil seguidores.
A administração municipal afirmou ainda que as gravações eram realizadas em períodos de maior movimento na cidade, causando transtornos e exigindo mobilização das forças de segurança.
"Tais atitudes têm causado grandes transtornos aos munícipes, veranistas e principalmente às forças de segurança pública, que, apesar de estar com o contingente reforçado para a temporada de verão, não é suficiente para conter a profusão de infrações de trânsito e de periclitação da vida e saúde", afirmou o município à Justiça.
Defesa nega acusações
Na defesa apresentada à Justiça, Maykon Santos afirmou que as imagens mostram apenas momentos de lazer com amigos e que ele apenas registrou e publicou as cenas de aglomeração.
O influenciador também negou ter organizado ou convocado eventos de rachas e classificou como falsa a acusação de uso das redes sociais para venda de rifas de veículos.
"Não há qualquer documento que comprove que tenha se utilizado de suas redes sociais para convidar seguidores para quaisquer eventos", afirmou a defesa nos autos.
Em nota enviada à reportagem, o advogado Celso Varella, que representa Maykon, afirmou discordar da decisão judicial e disse não existir prova de que o influenciador tenha "organizado, convocado ou incentivado práticas de atos ilícitos, razão pela qual entende que a condenação por danos morais coletivos não encontra respaldo suficiente nas provas produzidas nos autos."