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Influenciadora brasileira denuncia Mr Beast, maior youtuber do mundo, por assédio e importunação sexual

Brasileira ex-funcionária de MrBeast faz denúncia por assédio e importunação sexual  |  Reprodução Redes sociais

Publicado em 23/04/2026, às 08h53   Reprodução Redes sociais   Juliana Barbosa

A influenciadora brasileira Lorrayne Mavromatis denunciou ter sofrido assédio moral e importunação sexual enquanto trabalhava na Beast Industries, empresa do americano Jimmy Donaldson, conhecido como o maior youtuber do mundo, com mais de 86 milhões somente no Instagram.

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O caso foi exposto por ela nesta quarta-feira (22), junto com o anúncio de que pretende entrar na Justiça dos Estados Unidos. 

“Nunca imaginei que precisaria fazer um vídeo como este, mas me tornar mãe e ter uma filha mudou completamente o que estou disposta a ficar quieta”, disse. 

Segundo Lorrayne, ela trabalhou por cerca de três anos na empresa e chegou a ocupar um cargo alto, liderando equipes. A contratação aconteceu após entrevistas com o próprio MrBeast e o CEO da empresa. 

Mesmo assim, ela afirma que enfrentou situações difíceis desde o começo. “Fui gritada, xingada. Cheguei a ser chamada de burra na frente de toda a minha equipe depois de dar uma ideia de negócio, apenas para um homem dar a mesma ideia um minuto depois e ser elogiado”, contou. 

A influenciadora também relatou episódios que classifica como importunação sexual por parte do CEO. Segundo ela, era chamada para reuniões fora do ambiente de trabalho e ouvia comentários sobre sua aparência. 

 “O CEO me disse que Jimmy fica muito sem jeito perto de mulheres atraentes e que, quando eu estava por perto e ele precisava ir ao banheiro, não era realmente o banheiro que ele estava usando”, afirmou. 

Para tentar evitar situações constrangedoras, ela disse que mudou até a forma de se vestir. “Comecei a usar apenas bonés e roupas extremamente largas. Tentei fazer tudo para desaparecer. Mantive a cabeça baixa e continuei dando tudo o que tinha, tentando me convencer de que isso seria suficiente.” 

A situação, segundo ela, piorou durante a gravidez. Mesmo com a licença-maternidade liberada, Lorrayne afirma que continuou sendo cobrada. “Eu disse que ligaria enquanto estivesse em trabalho de parto, a caminho do hospital, e que esse seria o momento em que minha licença começaria. No papel soava bonito, mas na realidade não significou nada.” Ela conta que chegou a participar de reunião dentro do hospital. 

“Com menos de um mês de pós-parto, em meio a uma depressão pós-parto, tive que embarcar em um avião, sair do país para uma gravação do canal principal e deixar meu bebê recém-nascido para trás”, disse. 

De acordo com o relato, ela foi demitida duas semanas após voltar da licença. “Você é de um calibre alto demais para esta posição. Precisamos de alguém de um calibre mais baixo”, teria sido a justificativa. 

Ao final, a influenciadora disse que decidiu denunciar o caso.  

“Tentaram me silenciar por tempo suficiente. Mas basta. Hoje estou tomando medidas legais, não apenas pelo que aconteceu no final, mas por tudo o que aconteceu ao longo do caminho e pela cultura tóxica que tornou tudo isso possível. Vou deixar o processo legal falar por si mesmo”, concluiu. 

Classificação Indicativa: Livre


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