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Jéssica Senra surge aos prantos na web ao fazer forte desabafo sobre luto após perda: "dor visceral"

A jornalista voltou a se emocionar ao lembrar da perda na "família", que morreu após 18 anos de convivência, e falou sobre culpa, saudade e aceitação  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 30/09/2026, às 07h29   Reprodução / Redes Sociais   Tiago Di Araújo

Jéssica Senra voltou a se emocionar ao falar sobre o luto pela morte de Nietzsche, seu gato de estimação que a acompanhou durante 18 anos. Em um desabafo nas redes sociais, a jornalista contou que acreditava ter conseguido lidar melhor com a perda, mas foi surpreendida por uma onda de saudade ao encontrar os medicamentos e suplementos que eram usados pelo animal.

Segundo Jéssica, os últimos dias haviam sido tranquilos e ela chegou a acreditar que já estava em paz com a partida do companheiro. A situação mudou quando se deparou com objetos que faziam parte da rotina de cuidados com Nietzsche.

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“Vi os remedinhos dele ali agora, os suplementos, para articulação, ômega 3, o remedinho para a dor, as coisinhas que a gente dava todos os dias. E aí veio uma saudade avassaladora”, relatou.

A jornalista, que recentemente revelou ter recebido convite para voltar à TV, descreveu a intensidade da dor provocada pela perda e explicou que o luto não segue um caminho linear. Emocionada, afirmou que, em alguns momentos, a saudade chega acompanhada de uma sensação física difícil de controlar.

“É uma dor na alma, assim, que você sente às vezes também aquela dor visceral, bem lá de dentro, te oprimindo, te apertando, sem deixar respirar”, desabafou.

Jéssica também falou sobre o choro como uma forma de colocar a emoção para fora e contou que, depois da tristeza inicial, surgem questionamentos sobre tudo o que poderia ter sido feito de maneira diferente.

Culpa também aparece no processo

Durante o relato, a jornalista revelou que passou a se questionar sobre os cuidados que ofereceu ao gato e chegou a pensar se poderia ter percebido antes algum sinal de que ele precisava de ajuda.

“Será que não podia ter feito nada para impedir isso? Será que eu não prestei atenção direito? Será que eu não devia ter percebido antes?”, questionou.

Ela explicou que esses pensamentos podem alimentar um sentimento de culpa, fazendo com que a pessoa se responsabilize pelo que não pode mais mudar.

Para Jéssica, é justamente nesse momento que precisa interromper esse ciclo e lembrar que fez o melhor que podia dentro das circunstâncias. “A gente não tem como voltar atrás, não adianta. A gente fez o melhor que pudemos, como pudemos, naquele momento. A gente também não consegue ser perfeita”, afirmou.

A jornalista também destacou que os sentimentos se alternam durante o luto. Enquanto a razão consegue compreender que Nietzsche viveu 18 anos e que já enfrentava dores, a emoção ainda deseja que ele pudesse ter permanecido ao seu lado por muito mais tempo.

“Eu queria que ele vivesse 50 anos, eu queria que ele vivesse comigo para sempre”, disse.

"Vou sentir falta para sempre"

Apesar da dor, Jéssica afirmou que está tentando aprender a conviver com a ausência e seguir cuidando dos outros dois gatos que fazem parte da família. Ela ressaltou, porém, que nenhum deles ocupa o lugar deixado por Nietzsche.

“Cada um é de um jeito, é diferente, um não substitui o outro de jeito nenhum, então eu vou sentir falta para sempre do meu filhote”, declarou.

A jornalista também refletiu sobre o motivo pelo qual a perda de um animal pode ser tão dolorosa: a intensidade do vínculo construído ao longo dos anos.

“Eles dão muito mais para a gente, eles... Nossa, são verdadeiros anjos”, afirmou.

Ao final do desabafo, Jéssica deixou uma mensagem de solidariedade para quem também enfrenta o luto e agradeceu às pessoas que a acolheram desde a morte de Nietzsche.

Despedida de Nietzsche

Nietzsche morreu no último dia 18, após 18 anos ao lado de Jéssica. Antes da despedida, a jornalista havia compartilhado imagens do gato recebendo cuidados e pedido orações aos seguidores.

Após a morte, ela publicou uma foto abraçada ao animal e contou que ele partiu em seus braços, cercado de cuidados e conforto.

“Nietzsche partiu em meus braços, assistido e com o maior conforto que pudemos oferecer, depois de 18 anos de companhia inseparável e amor infinito”, declarou na ocasião.

Jéssica também chamou Nietzsche de “meu filho” e agradeceu pelos anos de convivência. “Obrigada, meu filho, por essa jornada e por me esperar para a gente se despedir. Te amo para sempre”, escreveu.

Classificação Indicativa: Livre


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