Entretenimento
Publicado em 09/10/2026, às 17h10 - Atualizado às 17h30 Maiara Lopes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a publicação da jornalista baiana Jéssica Senra, que repercutiu nas redes sociais ao questionar a falta de propostas voltadas às mulheres na disputa presidencial. No vídeo, a comunicadora evita declarar apoio a um dos candidatos e defende que a pauta feminina tenha mais espaço no debate político.
Na gravação, Jéssica afirma que, em meio à polarização entre direita e esquerda, as necessidades das mulheres acabam ficando em segundo plano. A ex-apresentadora da TV Bahia também contou que recebeu pedidos para se posicionar sobre a eleição e decidiu se manifestar diante da importância do momento para o futuro do país.
“Nessas eleições, entre direita e esquerda, eu fico com as mulheres. Nós somos mais da metade do eleitorado. A gente tem a capacidade de decidir essa eleição. Se nós, mulheres, temos a capacidade numérica de decidir a eleição, de escolher se vamos eleger um ou outro, esquerda ou direita, por que a gente não tá falando do que realmente importa para nós, mulheres?”, questionou.
Ao longo do vídeo, a jornalista cobrou dos candidatos compromissos concretos com as brasileiras e apresentou sugestões para ampliar a participação feminina nos espaços de decisão, fortalecer a autonomia econômica das mulheres e garantir mais oportunidades.
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A publicação chamou a atenção de Lula, que respondeu diretamente nos comentários. O presidente afirmou que algumas das propostas defendidas por Jéssica já fazem parte das iniciativas de seu governo e citou medidas relacionadas à igualdade salarial e ao incentivo ao empreendedorismo feminino.
“Criamos a Lei da Igualdade Salarial, abrimos crédito para empreendedoras e colocamos as mulheres no centro de tudo. Tamo junto”, escreveu o petista.
A resposta, no entanto, levou a jornalista a fazer uma nova cobrança ao presidente. Jéssica questionou se o compromisso declarado com as mulheres também se traduziria na divisão dos espaços de poder, especialmente na composição dos ministérios.
“Ótimo! Se estamos no centro de tudo, podemos contar com a paridade de gênero nos ministérios?”, perguntou.
A troca de comentários ampliou a discussão sobre a representatividade feminina na política.