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Publicado em 26/10/2026, às 07h22 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
O forró perdeu um de seus grandes nomes neste domingo (25). Oswaldinho do Acordeon morreu aos 72 anos, deixando uma trajetória marcada pela inovação musical e pela valorização da sanfona. A notícia foi confirmada por amigos do artista nas redes sociais. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.
A partida do músico provocou manifestações de pesar entre artistas que reconheceram sua importância para a música brasileira. Chico César publicou uma homenagem ao sanfoneiro ao compartilhar a notícia da morte. “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”, escreveu.
A despedida também foi marcada pelas palavras do guitarrista Nelson Faria, que destacou o legado do instrumentista. “Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país já conheceu. Vai fazer falta”, lamentou.
Elba Ramalho também se manifestou nas redes sociais. “Hoje a saudade fala mais alto, mas sua sanfona continuará tocando dentro de nós. Que Deus conforte o coração de todos que o amavam. Siga a luz”, publicou a cantora.
Nascido em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Oswaldinho construiu seu nome como cantor, compositor e acordeonista. Embora tenha nascido no estado fluminense, tornou-se uma referência na música nordestina, especialmente pela maneira como explorou as possibilidades da sanfona.
O artista ajudou a ampliar as fronteiras do forró ao misturar ritmos tradicionais nordestinos com influências de rock, jazz, blues e música erudita. Essa combinação contribuiu para consolidar sua identidade musical e o destacou entre os instrumentistas de sua geração.
O contato com a música começou ainda na infância. Aos 9 anos, participou de uma gravação do pai, o sanfoneiro baiano conhecido como Pedro Sertanejo. Na juventude, também conviveu com nomes fundamentais da música brasileira, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca.
A década de 1970 foi importante para a discografia de Oswaldinho do Acordeon. O músico lançou uma sequência de trabalhos que ajudaram a apresentar seu estilo ao público, começando por Fantástico Oswaldo Silva, de 1973.
Nos anos seguintes, vieram Só quero um xodó (1974), Oswaldinho (1975), Forró pop (1977), Lágrimas de namorados (1978) e Natureza (1979).
Com uma carreira dedicada à interpretação e à experimentação musical, Oswaldinho se tornou um dos instrumentistas reconhecidos no universo do forró e da música nordestina.