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Publicado em 12/10/2026, às 11h59 - Atualizado às 12h42 Reprodução/Redes sociais Alan Robert
A cantora e compositora Maria Gadú foi vaiada por um homem identificado como bolsonarista durante uma apresentação no sábado (10). Diante da situação, a artista aproveitou o momento para fazer um discurso em defesa da democracia e da liberdade de expressão.
Durante o show, Gadú afirmou que considera legítimo o direito de o público discordar dela, inclusive por meio de vaias. A cantora, no entanto, comentou que manifestações discriminatórias não devem ser toleradas.
O livre-arbítrio e a democracia até permitem essa vaia. É por isso que a gente tá lutando pelo direito de vaiar, inclusive. Quando a gente vaia, a gente não toma arma na nossa cabeça”, declarou.
A artista afirmou que aceita as críticas e defende que as pessoas tenham liberdade para discordar de suas opiniões. “Eu aceito a vaia de todo meu coração e eu luto pelo seu direito de discordar de mim e que a gente nunca perca a liberdade”, disse.
A cantora também criticou manifestações de preconceito e afirmou que a arte não deve se limitar a agradar determinados grupos. “Só não pode ser racista com o coleguinha, viu? Pessoal, nem xenofóbico ou homofóbico. Aí a gente não gosta, porque vai estar sendo crime, né? O resto, a gente lida”, afirmou.
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Em outro momento, Gadú criticou o apoio a figuras que considera autoritárias e pediu que o público participe da votação no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras.
É um erro muito sério cantar pra bolha. Fazer a arte sempre foi, e espero que sempre seja, subversiva. Não tem como bater palma para ditador, não tem como bater palma para abusador. Votem no segundo turno, o nosso país está correndo risco sério”, declarou.
A fala ocorre em meio à disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O segundo turno está previsto para 25 de outubro.
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