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Matheus e Kauan quebram o silêncio após ex-empresários serem citados em megaoperação contra furto, roubo e receptação de celulares

Fundadores da PLL Inovação tiveram relação profissional com a dupla; equipe dos artistas negou qualquer envolvimento no caso da megaoperação  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 22/09/2026, às 10h39   Reprodução / Redes Sociais   Tiago Di Araújo

A PLL Inovação, empresa citada no contexto da Operação Frankmobile, é comandada por empresários que tiveram uma relação profissional com a dupla sertaneja Matheus e Kauan no passado.

Após a empresa aparecer no radar da investigação, a equipe dos artistas se manifestou e afirmou que os cantores não têm qualquer participação nos fatos apurados. As informações são da coluna de Fábia Oliveira, do portal Metrópoles.

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A Operação Frankmobile investiga um esquema relacionado a furto, roubo e receptação de celulares. Segundo a coluna, os empresários que estão à frente da PLL Inovação já foram parceiros comerciais de Matheus e Kauan.

Procurada pela coluna, a equipe da dupla confirmou a relação profissional anterior, mas afirmou que atualmente existe um processo judicial entre as partes.

Equipe da dupla nega relação com investigação

Em manifestação enviada à coluna de Fábia Oliveira, a equipe de Matheus e Kauan destacou que não possui acesso aos autos nem à investigação envolvendo a PLL Inovação.

Os representantes dos artistas também afirmaram que as informações que possuem sobre o caso são aquelas divulgadas publicamente pela imprensa.

“Em relação a essa operação, o que sabemos é exclusivamente o que vem sendo divulgado publicamente pela imprensa sobre a investigação e sobre empresas ligadas a eles. Nós não temos acesso aos autos, à investigação ou a qualquer informação privilegiada sobre o caso.”

A equipe ainda afirmou ter ficado “bastante assustada” com a dimensão do que foi divulgado, mas ressaltou que não poderia apontar eventual grau de envolvimento ou responsabilidade das pessoas e empresas mencionadas.

“Isso cabe às autoridades esclarecerem. O mais importante é deixar claro que essa investigação não diz respeito a Matheus & Kauan e não temos qualquer participação nos fatos investigados”, declarou a equipe.

O que dizem os ex-empresários

A PLL Inovação também apresentou um posicionamento público sobre a associação da empresa à investigação.

Segundo a empresa, houve uma relação societária e comercial com a Trocafone durante aproximadamente 11 meses, encerrada definitivamente em outubro de 2023. A PLL afirma que a investigação relacionada às atividades da Trocafone só teria começado em 2024, quando já não havia vínculo societário entre as empresas.

A companhia também afirma que, até o momento, não existe denúncia, ação penal ou acusação criminal formal contra a PLL Inovação ou seus administradores.

Ainda segundo o posicionamento, a empresa foi chamada para prestar esclarecimentos e estaria colaborando com as autoridades, apresentando documentos como contratos, distratos, notas fiscais, ordens de serviço, registros contábeis e controles de rastreabilidade dos aparelhos.

A PLL declarou ter “absoluta tranquilidade” de que os documentos apresentados demonstrarão a regularidade das operações e a inexistência de participação consciente em qualquer atividade ilícita.

Empresa cita processo contra Matheus e Kauan

No mesmo comunicado, a PLL Inovação afirmou que existe uma medida criminal contra Matheus e Kauan relacionada a declarações que a empresa considera caluniosas e difamatórias.

A companhia também mencionou um litígio empresarial envolvendo as partes e afirmou que houve uma decisão favorável do Tribunal de Justiça.

Segundo a PLL, a decisão determinou, entre outras medidas, o depósito judicial de 20% da receita bruta proveniente de shows, publicidade e patrocínios, incluindo valores que seriam devidos desde 5 de fevereiro de 2026.

A empresa afirma que o prazo para cumprimento da determinação terminou em 11 de setembro de 2026, mas que os valores retroativos não foram depositados e os depósitos futuros também não estariam sendo realizados. Conforme o posicionamento, o descumprimento estaria sujeito a multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 2 milhões.

PLL fala em possível retaliação

A empresa também relacionou a divulgação das informações sobre a investigação ao litígio judicial existente com Matheus e Kauan.

No comunicado, a PLL afirmou que existem elementos que, segundo sua avaliação, indicariam uma possível tentativa de utilizar a divulgação como forma de retaliação e pressão no processo judicial.

A empresa disse ainda que pretende levar às autoridades a questão relacionada à origem das informações e a uma eventual divulgação indevida de dados sigilosos.

Por fim, a PLL afirmou que continuará defendendo seus direitos pelos meios legais e que apresentará os documentos que considerar necessários para esclarecer sua atuação.

Classificação Indicativa: Livre


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