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“Nenhuma surpresa”: defesa de Cariani reage após MP pedir condenação e aposta em absolvição

Renato Cariani, Influenciador fitness, que tem mais de 11 milhões de seguidores, é réu em processo que investiga suposto desvio de insumos químicos para a produção de drogas  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 29/10/2026, às 07h30   Reprodução / Redes Sociais   Tiago Di Araújo

A defesa de Renato Cariani quebrou o silêncio após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pedir a condenação do influenciador fitness por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de produtos químicos usados na fabricação de drogas.

Em resposta à solicitação, o advogado Aldo Romani Netto afirmou que a iniciativa não surpreendeu a equipe jurídica e reforçou a confiança na absolvição do empresário.

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Réu por associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro, Cariani responde ao processo em liberdade. O pedido do Ministério Público representa mais uma etapa da ação penal, que agora avança para a apresentação das alegações finais da defesa.

“Recebemos com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público. Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa”, declarou Romani Netto em nota enviada ao portal LeoDias.

O advogado afirmou que a defesa pretende contestar os argumentos apresentados pela acusação com base nas provas reunidas durante a instrução do processo.

“Nela, a defesa irá responder a cada uma das teses apresentadas pelo Ministério Público e demonstrar, com base na prova produzida ao longo da instrução, que elas são improcedentes”, acrescentou.

Ao final do comunicado, a equipe jurídica declarou confiar que o Judiciário analisará o caso de forma imparcial e reiterou a expectativa de absolvição do influenciador.

Entenda a investigação contra Renato Cariani

Com mais de 11 milhões de seguidores nas redes sociais, Cariani é acusado de utilizar a empresa química Anidrol, localizada em Diadema, na Grande São Paulo, da qual é sócio, para comercializar irregularmente insumos controlados. Entre os produtos citados nas investigações estão acetona, éter etílico, ácido clorídrico, fenacetina e manitol.

Segundo a apuração da Polícia Federal, os produtos teriam sido desviados para uma rede de traficantes e utilizados na produção, no refino, na adulteração e no aumento do volume de drogas, incluindo cocaína e crack.

A investigação aponta ainda que o esquema funcionaria por meio da emissão de notas fiscais falsas, que simulavam vendas legítimas dos produtos químicos para grandes empresas farmacêuticas multinacionais. Dessa forma, as transações aparentariam regularidade, enquanto os insumos teriam outro destino.

De acordo com as investigações, as operações suspeitas teriam ocorrido em 59 ocasiões. As acusações, no entanto, ainda estão submetidas à análise da Justiça, e o pedido do Ministério Público não representa uma condenação.

A defesa de Cariani afirma que pretende demonstrar a improcedência das acusações nas alegações finais e mantém a expectativa de que o empresário seja absolvido.



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TagsMinistério PúblicoRenato Carianidefesa de Carianiinvestigação policialtráfico de drogas