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O que está acontecendo com a mansão de Ana Hickmann? Entenda por que o imóvel pode ir a leilão

A advogada Mayara Barbieri explica que leilões judiciais podem afetar até propriedades de alto valor, como a mansão de Ana Hickmann.  |  Reprodução Redes sociais

Publicado em 04/02/2026, às 07h26   Reprodução Redes sociais   Juliana Barbosa

Uma dívida reconhecida pela Justiça pode levar a mansão de Ana Hickmann, em Itu, no interior de São Paulo, a um leilão judicial. O imóvel, avaliado em R$ 35 milhões, entrou no processo como forma de garantir o pagamento de R$ 750 mil que ainda não foram quitados. As informações são do portal O Globo. 

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A cobrança foi feita por Danielle Murayama Fujisaki contra a Hickmann Serviços Ltda., empresa ligada à apresentadora. Como o valor não foi pago, a Justiça autorizou que a mansão seja colocada à venda para cobrir a dívida. 

A decisão é da 44ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. O leilão deverá acontecer pela internet. Quem comprar o imóvel terá que pagar o valor total em até 24 horas depois do arremate e a comissão de 5% do leiloeiro. 

Caso a mansão seja vendida por um valor maior do que a dívida, o dinheiro que sobrar deverá ser devolvido aos responsáveis pelo imóvel, conforme prevê a decisão judicial. 

Segundo a advogada Mayara Barbieri, especialista em direito imobiliário, situações como essa mostram que o leilão não é uma escolha do dono do imóvel. "Quando um imóvel pertence a mais de uma pessoa, ele deixa de ser um ativo livre. Qualquer decisão sobre venda ou alienação exige consenso. Na ausência desse acordo, o Judiciário pode intervir para preservar o direito dos credores", explica. 

A especialista também afirma que o caso derruba a ideia de que apenas pessoas com poucos bens passam por esse tipo de situação. "Casos de grande repercussão mostram que nem mesmo patrimônios de alto valor estão imunes. O direito imobiliário é técnico e se aplica da mesma forma, independentemente do perfil do proprietário", pontua. 

Classificação Indicativa: Livre


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