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Publicado em 01/10/2026, às 09h27 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
Após ser acusado pela Schuina Productions de dar um “calote” e provocar um prejuízo de quase meio milhão de dólares, o cantor Pablo se manifestou sobre o cancelamento de dois shows que seriam realizados nos Estados Unidos.
Segundo a equipe do cantor, as apresentações foram inviabilizadas por problemas migratórios envolvendo integrantes fundamentais da comitiva.
Por meio da M&P Produções, escritório responsável pela gestão da carreira de Pablo, o artista confirmou o cancelamento das apresentações previstas para 2 de outubro, em Boston, e 3 de outubro, em Newark.
De acordo com o comunicado, a equipe tinha viagem programada para esta quarta-feira (30), às 12h. Durante o processo de imigração, porém, profissionais considerados fundamentais para a realização dos shows tiveram os vistos negados. Outros integrantes, segundo a nota, só tiveram os passaportes disponibilizados nesta quarta.
A equipe afirma que, diante da situação, não havia condições para a realização das apresentações.
“É importante esclarecer que a impossibilidade de realização das apresentações decorre de circunstâncias supervenientes e alheias à vontade do artista e de sua equipe, relacionadas exclusivamente ao processo migratório, não decorrendo de qualquer decisão unilateral ou conduta atribuível ao artista e sua equipe”, diz o comunicado.
Durante a apuração do caso, o BNews obteve a informação de que Eduardo Costa, que também faria parte da turnê, teria cancelado as apresentações pelo mesmo motivo relacionado ao processo migratório.
Segundo informações obtidas pela reportagem, o cancelamento de Eduardo não teria sido divulgado anteriormente pelo produtor responsável pelos eventos para evitar que a situação prejudicasse a programação.
A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do sertanejo.
O BNews também apurou que o valor adiantado anteriormente a Pablo já teria sido devolvido.
A informação contrasta com a narrativa apresentada pela Schuina Productions, que afirmou ter realizado pagamentos antecipados para viabilizar a contratação do cantor e apontou um prejuízo que poderia chegar a quase US$ 500 mil.
Assim como no caso de Eduardo Costa, a devolução do valor não foi mencionada no comunicado oficial da equipe de Pablo. A informação foi obtida pela reportagem durante a apuração.
Antes do posicionamento de Pablo, o empresário Adilson Alves Schuina, responsável pela Schuina Productions, publicou um vídeo acusando o cantor de “calote”.
Segundo o produtor, metade do cachê de Pablo já teria sido paga, além de mais de US$ 88 mil em despesas com petições, passagens executivas do cantor, da mulher dele e do empresário Mário Paim.
“Simplesmente o Mário Paim, que é um empresário do Pablo, falou comigo que não ia embarcar”, afirmou Schuina.
O empresário também declarou possuir documentos relacionados aos pagamentos, vistos, passagens e demais preparativos para a viagem. Ele afirmou que pretende levar o caso à Justiça americana e que não pretende assumir sozinho o prejuízo estimado em quase meio milhão de dólares.
Schuina ainda afirmou ter sido ameaçado por Mário Paim durante uma ligação telefônica. A declaração partiu do produtor e não foi acompanhada, na publicação analisada, do conteúdo da suposta ameaça.
No comunicado, a equipe do cantor lamentou o cancelamento e agradeceu ao público pela compreensão.
“Pablo e toda a equipe lamentam profundamente o cancelamento dos shows e agradecem a compreensão, o carinho e o respeito do público diante da situação”, informou a M&P Produções.