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Padre apresenta defesa em ação movida pela família Gil após fala sobre morte de Preta; saiba detalhes

Padre questionou a religião de matriz africana professada pela cantora e seus familiares  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 26/02/2026, às 12h20   Reprodução/Redes Sociais   Edgar Luz

O padre Danilo César, da Paróquia São José, em Campina Grande (PB), apresentou defesa à Justiça em ação movida por familiares de Preta Gil após declarações feitas por ele durante uma missa, no dia 20 de julho de 2025, horas depois da confirmação da morte da cantora, vítima de câncer. As informações são da coluna Fábia Oliveira, do portal Metrópoles.

Entraram com o processo Gilberto Gil e Flora Gil, além dos irmãos da artista, Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José, e o filho dela, Francisco Gil. A família pede indenização de R$ 370 mil por danos morais, alegando que o religioso desrespeitou a memória e a fé seguida por Preta.

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Na ocasião, em missa transmitida pelo canal da paróquia no YouTube, o padre questionou a religião de matriz africana professada pela cantora e seus familiares.

“Deus sabe o que faz. Se for para morrer, vai morrer […] Qual o nome do pai de Preta Gil? Gilberto. [Ele] fez uma oração aos orixás. Cadê esses orixás, que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, disse o pároco.

O trecho, que foi registrado em uma live no YouTube, no canal da Paróquia, foi retirado do ar após denúncia e abertura de inquérito.

O que diz a defesa?

Na contestação protocolada em 10 de fevereiro, o sacerdote nega ter cometido intolerância religiosa e afirma que a fala precisa ser analisada dentro do contexto em que ocorreu. Segundo ele, tratava-se de um momento interno de culto católico, direcionado aos fiéis da própria comunidade.

O padre sustenta que não teve intenção de ofender adeptos de outras crenças e que sua manifestação se limitou ao campo da crítica teológica, com finalidade pastoral. Argumenta ainda que agiu amparado pela liberdade religiosa prevista na Constituição.

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Na defesa, também afirma que o conteúdo ganhou repercussão após ser recortado e divulgado por terceiros fora do contexto original.

Além da ação cível, Danilo César chegou a ser denunciado por intolerância religiosa, mas firmou acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para não responder criminalmente pelo caso.

Classificação Indicativa: Livre


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