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Publicado em 06/08/2026, às 12h00 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
A prisão do ator Marco Furlan, de 48 anos, investigado por suspeita de estuprar uma criança autista de 5 anos durante uma festa de aniversário em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, já provoca impactos diretos em sua carreira. Em poucos dias, campanhas publicitárias estreladas por ele começaram a desaparecer das plataformas digitais, enquanto seu perfil nas redes sociais também foi retirado do ar.
Conhecido por atuar em comerciais de grandes marcas, Furlan era presença frequente em campanhas de automóveis, telefonia, alimentos, bebidas e moda masculina. Com a repercussão do caso, empresas passaram a remover conteúdos que vinculavam a imagem do artista às marcas.
Entre os materiais excluídos está uma campanha de grande orçamento em que o ator aparecia realizando manobras radicais ao volante de um automóvel. Outros anúncios também deixaram de ser encontrados nas redes e canais oficiais das empresas.
Embora tenha acumulado participações em produções da TV Globo e da Record ao longo da carreira, Marco Furlan costumava afirmar que sua principal fonte de renda vinha da publicidade e das ações patrocinadas nas redes sociais, onde mantinha forte presença.
Investigação avança
Enquanto sua imagem desaparece do mercado publicitário, a investigação conduzida pela Polícia Civil segue em andamento. Os investigadores trabalham com a hipótese de que o ator possa ter integrado uma rede de exploração sexual infantil.
Para aprofundar a apuração, a polícia solicitou autorização da Justiça para apreender celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos utilizados pelo artista. A intenção é verificar se existem registros que possam indicar outros crimes ou até a participação de terceiros.
Novos relatos preocupam
Após a divulgação do caso, outras famílias passaram a procurar as autoridades. Algumas mães relataram que Marco Furlan costumava demonstrar grande proximidade com seus filhos, comportamento que antes era visto apenas como afinidade com crianças.
Com a prisão do ator, essas famílias passaram a temer que outras vítimas possam existir e aguardam o avanço das investigações.
O que diz a investigação
De acordo com a Polícia Civil, o crime teria ocorrido durante uma festa de aniversário. Os investigadores afirmam que Furlan entrou em um dos quartos da residência, onde encontrou a criança sozinha.
Em depoimento, o ator declarou que havia consumido bebida alcoólica, disse que se sentia mal e alegou ter confundido a vítima com sua companheira, que também participava da confraternização.
Ainda segundo a investigação, a criança começou a chorar durante o abuso, o que chamou a atenção da mãe. Ao entrar no quarto acompanhada de outros convidados, ela teria encontrado o ator praticando atos sexuais contra o menino.
Após ser contido por pessoas presentes na festa, Furlan permaneceu trancado em um cômodo até a chegada da Polícia Militar.
A vítima foi submetida a exame de corpo de delito. Segundo a polícia, o laudo pericial apontou lesões compatíveis com violência sexual, incluindo sinais de penetração anal.
Os materiais apreendidos, perícias e novos depoimentos deverão orientar os próximos passos da investigação, que segue em andamento.