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Publicado em 23/09/2026, às 15h51 Reprodução/ TV Globo Maiara Lopes
A Polícia Federal identificou um novo elemento na investigação que apura um esquema milionário de lavagem de dinheiro relacionado ao garimpo ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Segundo os investigadores, uma empresa ligada ao cantor Alexandre Pires teria recebido R$ 2,5 milhões de recursos que estariam relacionados ao esquema.
A descoberta levou a PF a deflagrar, nesta quarta-feira (23), a segunda fase da Operação Disco de Ouro, que tem o cantor novamente entre os alvos das medidas judiciais. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e expedidas 17 ordens de sequestro de bens.
De acordo com a investigação, o esquema teria movimentado mais de US$ 48 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 247 milhões na cotação atual. A apuração busca identificar o caminho percorrido pelo dinheiro e esclarecer a participação de empresas e pessoas que teriam recebido valores provenientes da estrutura investigada.
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O novo avanço da operação ocorre após a PF rastrear movimentações financeiras que, segundo os investigadores, chegaram a empresas relacionadas ao setor artístico. Entre os valores identificados está o repasse de R$ 2,5 milhões para uma empresa ligada a Alexandre Pires.
As medidas desta quarta-feira fazem parte do aprofundamento das investigações e não significam, por si só, uma condenação ou comprovação de participação do cantor no esquema. A origem e a finalidade dos valores ainda são apuradas pela Polícia Federal.
A defesa de Alexandre Pires nega qualquer participação do cantor em crimes e contesta as suspeitas apresentadas na investigação.