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Publicado em 27/10/2026, às 06h56 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
Os brasileiros devem gastar cerca de R$ 546 milhões no OnlyFans em 2026, segundo uma projeção do OnlyGuider, buscador independente de perfis da plataforma. Enquanto o país aparece entre os dez maiores mercados consumidores do serviço, influenciadoras brasileiras acumulam milhões de curtidas e transformam a popularidade nas redes em oportunidades de monetização.
Um ranking divulgado sobre o desempenho de criadoras brasileiras coloca Victoria Matosa na liderança, com 2,17 milhões de curtidas no OnlyFans. Ela também ultrapassa a marca de 6 milhões de seguidores no Instagram, segundo os dados apresentados no levantamento.
Na segunda posição aparece Maria Fernanda Galvão, com 1,03 milhão de curtidas, seguida por Gina Valentina, que soma 938 mil. Os números ajudam a dimensionar o alcance dessas influenciadoras em uma plataforma que permite cobrar por assinaturas e conteúdos exclusivos.
De acordo com o ranking divulgado no material, estas são as dez influenciadoras brasileiras com mais curtidas na plataforma:
O ranking não informa, no material apresentado, a data exata de coleta de todas as curtidas nem detalha a metodologia usada para estabelecer as posições.
A dimensão do mercado brasileiro também aparece nas estimativas regionais do OnlyGuider. São Paulo deve concentrar US$ 11,90 milhões em gastos no OnlyFans em 2026, valor superior a R$ 59 milhões. A projeção supera o volume atribuído a países inteiros, como o Equador.
No Rio de Janeiro, a estimativa é de US$ 4,63 milhões, aproximadamente R$ 23 milhões. Em todo o Brasil, a projeção chega a US$ 109,7 milhões, com crescimento de 4,3% em relação a 2025.
O relatório OnlyFans Wrapped 2026, atualizado em setembro, considera o ano fiscal de dezembro de 2025 a novembro de 2026. Para elaborar as estimativas, o OnlyGuider afirma ter utilizado dados financeiros da Fenix International, empresa responsável pela plataforma, buscas relacionadas à marca no Google e o modelo de previsão TimesFM 3.0, desenvolvido pelo Google.
Os números nacionais, no entanto, são projeções estatísticas, e não uma prestação de contas detalhada dos pagamentos feitos pelos brasileiros. O OnlyFans não divulga publicamente os gastos discriminados por país, e o levantamento não permite determinar quanto cada influenciadora recebe nem quanto do total movimentado no Brasil corresponde a assinaturas ou compras avulsas.
Criado em 2016, o OnlyFans ganhou notoriedade pelo conteúdo adulto, mas também reúne criadores de outras áreas. A plataforma permite que os produtores monetizem publicações por meio de assinaturas e da venda de materiais exclusivos.