Entretenimento
Publicado em 22/10/2026, às 17h30 Divulgação Sophia Souza
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou, nesta quinta-feira (22) o relatório preliminar das investigações da queda do helicóptero que matou Rick, da dupla Rick e Renner.
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Além deles, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira também faleceram no acidente.
A investigação se baseia em diferentes evidências coletadas no último mês, como roteiro do voo, informações meteorológicas, registros de radar, imagens de câmeras de segurança, análise técnica dos equipamentos eletrônicos da aeronave, entre outros.
O documento aponta mau tempo e histórico de falhas na aeronave como fatores que contribuíram para o acidente. A investigação está em andamento e ainda não há conclusões definitivas sobre o caso.
O helicóptero Bell 430 sobrevoava a uma altitude de 1.686 metros quando colidiu contra uma área de mata na encosta do Morro Convento dos Padres, no Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina.
No momento da colisão, a região era atingida por uma frente fria e apresentava chuva forte, nevoeiro intenso e baixa visibilidade.
O acidente foi classificado como CFIT, que em portugues significa Voo Controlado Contra o Terreno, ou seja, a aeronave colidiu involuntariamente contra o relevo.
O Cenipa também apontou falhas mecânicas recorrentes no helicóptero, como nos geradores elétricos e na função de piloto automático.
O sistema CVR, conhecido popularmente como caixa preta na aeronave, não apresentava registro das gravaẽos de conversas e sons no dia do acidente. Segundo relatório, apenas gravações antigas foram encontradas.
Além disso, os geradores elétricos do helicóptero apresentavam falhas intermitentes, principalmente em situações de umidade. Ainda foram relatadas, desconexões involuntárias no piloto automático e uma ocorrência envolvendo a vibração no rotor principal.
Apesar desse conjunto de condições técnicas, o Cenipa ainda irá avaliar se essas falhas contribuíram diretamente para a queda.
Outro ponto que faz parte das apurações é a experiência de quem pilotava o helicóptero. O piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo tinha mais de 11,3 mil horas de experiência em helicópteros e habilitação válida para voo por instrumentos.
Já o copiloto Leopoldo Barros Teixeira tinha licença de piloto comercial e 137 horas de experiência, no entanto, não tinha habilitação para voo por instrumentos. Aquela teria sido a primeira vez que ele operou a aeronave em questão, afirma o relatório.