Entretenimento
Publicado em 03/09/2026, às 11h43 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
Mesmo consolidado como uma das maiores estrelas do cinema internacional e dividindo sua rotina entre Los Angeles e o Brasil, o ator baiano Wagner Moura não esconde de ninguém onde fica seu verdadeiro refúgio. Em entrevista ao prestigiado jornal norte-americano The New York Times, o artista abriu o coração e cravou sem rodeios sobre a capital baiana: "Sou mais feliz lá do que em qualquer outro lugar".
Atendendo a um pedido da publicação dos Estados Unidos, o astro montou um roteiro afetivo e listou cinco locais fundamentais em Salvador que representam a essência da cultura, da história e das suas memórias mais profundas.
O ponto de partida do ator é a icônica Praia do Porto da Barra. Wagner classificou o trecho de litoral como seu porto seguro pelas águas tranquilas e pelo famoso pôr do sol local. Para quem quer uma experiência completa, ele deu a dica: nadar em direção às embarcações de pesca para contemplar a orla de um ângulo privilegiado.
Na área cultural e afetiva, Moura destacou a Casa de Jorge Amado, no Rio Vermelho — antiga morada do escritor e de Zélia Gattai —, ressaltando como a literatura do autor moldou a identidade baiana. Outro templo sagrado para o ator é a Concha Acústica do Teatro Castro Alves. O palco é emblemático em sua vida: foi lá que assistiu ao primeiro show da vida, da banda Sepultura, aos 15 anos, e mais tarde presenciou apresentações marcantes de Caetano Veloso que transformaram sua visão sobre a arte.
A espiritualidade também tem lugar garantido no itinerário do artista. Devoto fervoroso, Wagner visita todos os anos a Igreja de Nossa Senhora do Pilar e Santa Luzia para se banhar na tradicional fonte d'água associada a milagres de cura da visão.
Para fechar com chave de ouro, a gastronomia fica por conta do restaurante Dona Mariquita, sob o comando da chef Leila Carreiro. O astro rasgou elogios ao estabelecimento por resgatar as raízes da culinária afro-brasileira, destacando a pesquisa e a tradição em pratos históricos como o clássico arroz de hauçá.